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Londres: V&A East Museum abre ao público com entrada gratuita

No dia 18 de abril, Londres passou a contar com um

No dia 18 de abril, Londres passou a contar com um novo espaço em seu circuito cultural. O V&A East Museum, nova filial do Victoria and Albert Museum, abriu no leste da cidade, ampliando a atuação da instituição que é dona do maior acervo de arte decorativa do mundo. Instalado no Parque Olímpico Rainha Elizabeth, o museu integra o East Bank, distrito criado a partir do legado dos Jogos Olímpicos de 2012.

Com entrada gratuita e cinco andares dedicados à criação contemporânea, o local nasce com a proposta de olhar para o presente sem perder de vista o passado. A expectativa é atrair cerca de 1,5 milhão de visitantes por ano, consolidando a região como um novo eixo cultural de Londres.

Expansão de um dos maiores acervos do mundo

O Victoria and Albert Museum, fundado em 1857, vem ampliando sua atuação com projetos que buscam descentralizar o acesso à cultura. Nesse movimento, além do V&A East Museum, destaca-se o V&A East Storehouse, inaugurado em 2025. O espaço funciona como um grande “armazém” aberto ao público, reunindo parte do acervo que normalmente não fica em exibição e permitindo que visitantes selecionem peças para ver de perto.

VandA-Storehouse
Jeitão de armazém mesmo: o interior da V&A Storehouse (V&A Museum/Divulgação)

Se o Storehouse revela os bastidores da coleção, o V&A East Museum segue outra direção. Desenvolvido a partir do diálogo com comunidades locais, o projeto dá atenção especial a jovens interessados nas indústrias criativas, tendo uma proposta mais conectada às pessoas. A ideia é que o museu funcione também como ponto de encontro e troca.

As exposições do V&A East Museum

A principal exposição de abertura, The Music is Black: A British Story, conduz o visitante por 125 anos de história da música negra britânica. Com mais de 200 itens, a mostra atravessa diferentes épocas e gêneros – do gospel ao grime-, em um percurso que combina objetos, imagens e trilha sonora.

Apesar da entrada gratuita no museu, essa exposição é paga. Entre os destaques da mostra estão o piano de Winifred Atwell, figurinos de artistas como Stormzy, Sade e Shirley Bassey e objetos ligados à cena musical britânica. Registros fotográficos raros, incluindo imagens iniciais de Bob Marley, também integram o conjunto.

Outra mostra de estreia é a Dispersal, que volta o olhar para o território ao recuperar a história do leste de Londres a partir de fotografias de trabalhadores e negócios que precisaram deixar a região para dar lugar às obras dos Jogos Olímpicos.

Além das mostras temporárias, o museu tem galerias permanentes com mais de 500 peças, organizadas a partir de uma pergunta simples: por que criamos? Nesse conjunto, estão expostas referências de diferentes épocas e contextos em um mesmo percurso. Autorretratos renascentistas dividem espaço com criações de Vivienne Westwood, Rei Kawakubo e Alexander McQueen, além de cerâmicas, figurinos de balé e cartazes políticos.

Para além das vitrines

A programação prevê eventos, performances e atividades ao longo do ano, incluindo um festival ligado à exposição de música negra durante o verão europeu. A concepção do projeto busca criar conexões com o entorno e ampliar o acesso às práticas criativas, especialmente em uma região marcada por transformações urbanas.

Para completar a visita, o museu abriga o café comandado pelo Jikoni, conhecido pela proposta de “cozinha sem fronteiras”, que mistura influências do Sul da Ásia, Oriente Médio, África Oriental e Grã-Bretanha.

Serviço

Onde? 107 Carpenters Rd, Stratford Cross, London E20 2AR, Reino Unido

Quando? Diariamente, das 10h às 18h (até 22h às quintas e sábados)

Quanto? Entrada gratuita no museu. Exposição The Music is Black por £ 22,50 (semana) e £ 24,50 (fim de semana), com ingressos disponíveis no site.

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