Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Fazer muito sexo pode causar infecção urinária? Médico responde

A infecção urinária é uma queixa comum entre mulheres e, em

A infecção urinária é uma queixa comum entre mulheres e, em muitos casos, aparece logo após a relação sexual. Mas, afinal, o sexo pode realmente ser um fator de risco? Segundo o ginecologista César Patez, a resposta é sim, embora o cenário envolva diferentes fatores.

De acordo com o especialista, o ato sexual pode facilitar a entrada de bactérias no trato urinário.

“Durante o ato sexual, o movimento e o atrito na região íntima facilitam a migração de bactérias que normalmente vivem na pele e ao redor do ânus, principalmente a Escherichia coli, para a uretra. Como a uretra feminina é curta e muito próxima da vagina e do ânus, esse trajeto é rápido”, explica. 

Considerada uma das infecções mais comuns, principalmente em mulheres, a infecção urinária é provocada pela bactéria Escherichia coli na maioria das vezes

Uma vez na uretra, essas bactérias podem alcançar a bexiga e se multiplicar, provocando a infecção. Ele também destaca que o atrito pode causar pequenas irritações na região, favorecendo ainda mais esse processo.

Como evitar a infecção e mesmo assim ter uma vida sexual ativa?

Apesar disso, existem medidas simples que ajudam a reduzir significativamente o risco.

“O mais conhecido e importante é urinar logo após a relação sexual. Esse simples hábito ajuda a ‘lavar’ a uretra, eliminando possíveis bactérias”, orienta. Além disso, manter uma boa hidratação ao longo do dia contribui para a limpeza natural do trato urinário. 

1 de 8

O bem-estar sexual é considerado um dos pilares da boa saúde pela OMS

Getty Images

2 de 8

O uso de camisinhas previne, além de gravidez, diversas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)

3 de 8

A atividade sexual deve ser prazerosa em todas as etapas da vida

Reprodução

4 de 8

Cuidar da saúde sexual é importante para o bem-estar mental, psicológico e emocional

Getty Images

5 de 8

Diariamente, a Pouca Vergonha, coluna de sexo do Metrópoles, traz dicas para melhorar sua vida sexual

Getty Images

6 de 8

Pessoas sexualmente ativas devem fazer exames médicos periodicamente para assegurar a saúde

Getty Images

7 de 8

Brasileiro inicia vida sexual aos 18 anos e tem, em média, 10 parceiros na vida, indica pesquisa conduzida pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

Getty Images

8 de 8

O sexo é considerado uma atividade física

Getty Images

A higiene íntima também deve ser equilibrada: “Lavar a região com água e sabonete íntimo suave já é suficiente. Duchas vaginais devem ser evitadas, porque alteram a flora vaginal e podem aumentar o risco de infecção”, completa.

Outros elementos também entram na conta, como a lubrificação durante o sexo e até o tipo de contraceptivo utilizado.

Relações com muito atrito, especialmente em casos de ressecamento vaginal, podem aumentar o risco de microlesões e facilitar a entrada de bactérias. Já o uso de espermicidas, em algumas mulheres, pode alterar a flora vaginal e favorecer infecções.

1 de 5

O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)

Getty Images

2 de 5

Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar

Getty Images

3 de 5

O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono

Getty Images

4 de 5

É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade

Getty Images

5 de 5

No sexo, tudo é liberado desde que com total consentimento de todos os envolvidos e segurança

Getty Images

O médico ressalta ainda que nem toda infecção urinária está diretamente ligada ao sexo. “O ato sexual é, muitas vezes, um gatilho, no entanto, existem diversos fatores associados”, afirma. Entre eles estão a predisposição individual, alterações hormonais — como na menopausa —, baixa ingestão de líquidos, hábitos de higiene inadequados e até o uso frequente de roupas muito apertadas.

Por isso, quando o problema se torna recorrente, o ideal é ir além do tratamento pontual. “Não é apenas tratar cada episódio isoladamente, mas investigar o contexto como um todo. Em alguns casos, é necessário um plano preventivo mais estruturado”, conclui o especialista.

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta