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Quem é Virgílio Neto, artista da mostra Constelações Contemporâneas

Virgílio Neto trabalha com arte há 15 anos, explorando diferentes materiais

Virgílio Neto trabalha com arte há 15 anos, explorando diferentes materiais e também diversas narrativas. O público poderá conhecer um pouco de seu trabalho na exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, que ocupará o Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro. A mostra, uma produção do Metrópoles Arte, reunirá cerca de 40 artistas para celebrar a diversidade da produção contemporânea desenvolvida em Brasília.

Virgílio Neto nasceu em Brasília, mas cresceu em Anápolis, em Goiás. O artista voltou para a capital federal para cursar design gráfico na Universidade de Brasília (UnB). Em seguida, fez mestrado em artes visuais.

“Eu comecei trabalhando com desenhos em pequenos formatos e aí fui escalando pra outros. Hoje em dia, trabalho com objetos, com pintura em madeira, em tela, e também faço instalações em paredes, misturando vários tipos de materiais, como nanquim, grafite, aquarela, tinta acrílica e lápis de cor”, conta Virgílio ao Metrópoles.

Atrás do sol, 2025
Site Specific para exposição Pouco Antes do Ocidente se Assombrar, Cerrado Galeria, 2025

Ele afirma que gosta de trabalhar com diferentes materiais e também com diversas narrativas. “Trago muito o elemento da escrita, além de referências figurativas de fauna e flora. Também exploro a ideia de paisagem, construindo cenários oníricos.”

Contribuição para a cena artística de Brasília

Por ser um artista da cidade, Virgílio Neto acredita que sua contribuição para a cena cultural de Brasília é também um gesto de pertencimento e troca, afinal, é no quadradinho que estão seus mestres, professores, colegas e companheiros de trabalho.

“Eu passei 9 anos em São Paulo, mas ainda considero que a minha base é toda de Brasília. Também nunca deixei de expor aí, nunca deixei de estar em contato com as pessoas daí, com a cena cultural.”

De 2011 a 2014, Virgílio foi um dos sócios fundadores do Espaço Lage, na W3 Sul. “A gente fazia bastante projetos e se relacionava com pessoas de várias áreas, como cinema, quadrinho, ilustração e design.”

Para ele, o mais importante é a constância e a resistência em seguir produzindo arte e refletindo sobre a cidade e suas transformações.

Participação na mostra

“Eu fiquei muito feliz com o convite, porque eu tenho o Teatro Nacional como um lugar muito especial para mim, além de ser muito simbólico para Brasília”, conta o artista.

De acordo com Neto, ver seu trabalho em outro contexto, que não seja de uma galeria ou museu, é gratificante. “Poder ver minha arte circulando e sendo vista de outras formas, com outras arquiteturas, com outros percursos, é interessante.”

Sobre o que será apresentado na exposição, Virgílio Neto revela que serão trabalhos inéditos, que nunca foram mostrados em Brasília.

“São trabalhos de uma série que desenvolvi e que pensam a paisagem do Cerrado e do Planalto não apenas como uma dimensão estética, mas também como uma paisagem cultural, de memória e de história. Neles, entrelaço desde questões modernistas até memórias e culturas tradicionais, resgatando o que existia antes de Brasília, antes da arquitetura e do plano moderno.”

Quando acontece, 2025

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

A iniciativa amplia a atuação do Metrópoles no fortalecimento da cena cultural e na defesa de uma arte acessível a todos, apostando na ideia de constelação como fio condutor curatorial — um conceito que propõe encontros, diálogos e múltiplos pontos de vista.

O projeto dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional com mais de 200 obras de Sergio Camargo e permaneceu aberta ao público de 10 de dezembro de 2025 até 13 de março de 2026.

Foyer da Sala Villa-Lobos no Teatro Nacional

Confira os nomes dos artistas participantes:

Andre Santangelo, Antônio Obá, Camila Soato, Capra Maia, Carlos Lin, Celso Junior, Christus Nóbrega, Courinos, Davi Almeida, Daniel Jacaré, Daniel Toys, Desirée Feldmann, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Helena Lopes, Iris Helena, Karina Dias, Leo Tavares, Luísa Gunther e Dupla Plus, Julio Lapagesse, Marcos Antony, Maria Porto, Marina Fontana, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Paula Calderon, Patrícia Bagniewski, Raquel Nava, Raylton Parga, Rogério Roseo, Samantha Canovas, Taigo Meireles, Tamires Moreira, Valéria Pena-Costa, Victoria Serendinicki, Patricia Monteiro, Renato Rios, Bruna Zanatta e Virgílio Neto

A exposição funciona como um manifesto da arte brasiliense, reunindo artistas de diferentes gerações, linguagens e pesquisas que ajudam a construir, diariamente, a identidade cultural do Quadradinho do DF.

Com isso, ultrapassa sua herança modernista, apresentando Brasília como um organismo vivo, marcado por dinâmicas culturais, sociais e simbólicas em constante transformação.

Serviço

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

De 5 de maio a 5 de julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional

Diariamente, das 12h às 20h, com entrada gratuita

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