A influenciadora e empresária Martha Graeff, ex-noiva do banqueiro Daniel Vorcaro, se manifestou publicamente sobre a repercussão de seu nome no escândalo envolvendo o Banco Master. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ela afirmou ter sido alvo de ataques após o vazamento de mensagens íntimas trocadas com o ex-companheiro, classificando o episódio como uma exposição injusta.
“Eu fui linchada, eu fui vulgarizada, eu sofri uma violência sem tamanho, sem precedentes”, declarou.
Vorcaro está preso preventivamente sob suspeita de envolvimento em um esquema de fraudes bilionárias no mercado financeiro. As investigações conduzidas pela Polícia Federal incluem a quebra de sigilo telemático do banqueiro, o que resultou na interceptação e posterior divulgação de diálogos pessoais com Graeff.
Na gravação, a influenciadora afirmou que não tinha conhecimento das irregularidades investigadas, e que só teve acesso a informações sobre os episódios quando elas foram divulgadas pela imprensa.
“Não, eu não sabia. Não só eu não sabia, como ninguém mais sabia. Nem as pessoas daquele meio, os órgãos reguladores, os clientes. Ninguém sabia”, disse.
Ela também criticou o vazamento das conversas, que, segundo afirmou, desviou o foco das investigações. “Sobre o vazamento ilegal de mensagens íntimas entre uma mulher e um namorado, entre uma mulher e um noivo, isso foi uma atrocidade, isso foi uma covardia. E foi para desviar o foco de quem realmente importava”, afirmou.
O nome da influenciadora passou a ser citado nas apurações do Congresso após a divulgação de mensagens que indicariam a transferência de bens de alto valor por parte de Vorcaro. Entre os elementos mencionados estão a criação de estruturas patrimoniais no exterior e investimentos em negócios ligados à influenciadora. Pela legislação, caso seja comprovado que esses ativos têm origem em recursos desviados, eles podem ser apreendidos.
A defesa de Graeff sustenta que ela não possui bens decorrentes do relacionamento e afirma que a empresária não tem conhecimento sobre estruturas financeiras em seu nome fora do País. Ela também não é formalmente investigada pela Polícia Federal.
Apesar de ter sido convocada a depor em comissões parlamentares, a participação de Graeff é considerada improvável por integrantes da CPI do Crime Organizado, por ela morar nos Estados Unidos. O colegiado tem até 14 de abril para concluir os trabalhos.
No pronunciamento, a influenciadora afirmou ainda que foi injustamente associada ao caso: “Eu fui arrastada por um lamaçal que não me pertence”.
Veja o vídeo publicado por Martha Graeff:














