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Preço do petróleo recua com expectativa de desescalada no Oriente Médio

Os preços do petróleo recuaram, nesta quarta-feira 1º, diante das perspectivas

Os preços do petróleo recuaram, nesta quarta-feira 1º, diante das perspectivas de uma desescalada das hostilidades no Oriente Médio, depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionar um possível fim do conflito em “duas ou três semanas”.

O preço do barril de referência Brent do Mar do Norte para entrega em junho recuou 2,70%, a 101,16 dólares, depois de ter caído mais de 5%.

A referência americana, WTI, para entrega em maio, recuou 1,24%, a 100,12 dólares.

Os preços do petróleo seguem altos apesar do movimento baixista do dia.

Os operadores querem acreditar nas declarações do presidente norte-americano, que na noite de terça-feira mencionou um fim iminente do conflito.

“Tudo o que tenho de fazer é ir embora do Irã, e o faremos muito em breve, e (os preços) virão abaixo”, disse, ao falar de um prazo de “duas, talvez três semanas”.

Donald Trump também assegurou, nesta quarta-feira, que o presidente iraniano pediu um cessar-fogo, mas condicionou qualquer trégua à reabertura do Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o petróleo do Oriente Médio, atualmente bloqueada pelo Irã.

Teerã negou as afirmações de Trump.

“Se os iranianos e os Estados Unidos conseguirem efetivamente um acordo sobre um cessar-fogo temporário, seria vista uma queda nos preços do petróleo bruto”, comentou à AFP Andy Lipow, da Lipow Oil Associates. “Mas o mercado, sobretudo, vai esperar a reabertura do Estreito de Ormuz.”

A Guarda Revolucionária, exército ideológico da República Islâmica, reafirmou, nesta quarta-feira, que a passagem marítima seguiria fechada aos “inimigos” do país.

O trânsito pelo estreito caiu cerca de 95% desde o início do conflito, segundo a plataforma de acompanhamento marítimo Kpler.

“Mesmo no caso de um acordo de paz provisório e potencialmente frágil, de uma trégua ou de uma retirada americana, a reconstrução após os danos já causados será dolorosamente lenta”, acrescentou Tamas Varga, analista da PVM Energy.

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