Mulheres que enfrentam situações de violência terão apoio em agências do Banco do Brasil (BB), onde funcionários capacitados oferecerão acolhimento e orientações específicas.
A iniciativa, que faz parte de um acordo nacional firmado entre o BB e o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG), visa fortalecer o combate à violência contra a mulher e ao feminicídio. O acordo foi estabelecido nesta semana e inclui a divulgação de informações sobre denúncia e atendimento em aplicativos, canais eletrônicos e terminais de autoatendimento.
O Acordo de Cooperação Técnica delineia ações conjuntas de prevenção, acolhimento, encaminhamento de vítimas e conscientização, priorizando a divulgação do Ligue 180, um canal oficial de atendimento à mulher, e orientações para acesso à rede pública de proteção.
Acolhimento nas agências
Um dos principais objetivos da parceria é capacitar os funcionários do Banco do Brasil para que possam reconhecer situações de violência e oferecer apoio de maneira humanizada e segura. Quando uma mulher buscar ajuda em uma agência, os profissionais estarão preparados para acolhê-la, fornecer orientações e, se necessário, acionar serviços de emergência ou encaminhá-la à rede de proteção, sempre respeitando os protocolos de segurança.
A proposta inclui orientações para que o atendimento não exponha a vítima a novos riscos, garantindo que ela receba informações confiáveis e consiga acessar serviços especializados. Além do atendimento presencial, o banco planeja realizar campanhas educativas e ações de comunicação institucional nos próximos meses.
Atuação
O acordo estabelece quatro eixos principais de atuação:
• Acolhimento e encaminhamento: orientação às mulheres em situação de violência e apoio para acessar canais oficiais de denúncia e a rede pública de proteção;
• Capacitação institucional: desenvolvimento de conteúdos educacionais para preparar os profissionais a identificar, prevenir e enfrentar a violência de gênero e o feminicídio;
• Apoio às autoridades: colaboração com ações repressivas conduzidas pelos órgãos competentes, respeitando os limites legais;
• Campanhas educativas: divulgação de informações sobre sinais de alerta, medidas protetivas, direitos das mulheres e formas de buscar ajuda.
Grupos técnicos das duas instituições acompanharão a execução do acordo, monitorando as iniciativas e apoiando sua implementação.
Proteção
O Ligue 180, que é a Central de Atendimento à Mulher, é um serviço gratuito que oferece informações sobre direitos e serviços de atendimento, além de receber denúncias de violência. A divulgação deste canal é uma das prioridades da parceria, que busca ampliar o acesso à informação e facilitar o contato das vítimas com os órgãos responsáveis pela proteção.
A iniciativa também orientará as mulheres sobre medidas protetivas e outros mecanismos disponíveis para enfrentar situações de violência, considerando as necessidades de pessoas em maior vulnerabilidade e garantindo a segurança e a privacidade das vítimas. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
Autonomia financeira
Além do acolhimento e da orientação sobre direitos, o acordo inclui uma estratégia mais ampla de enfrentamento à violência, reconhecendo a autonomia financeira como um fator crucial para a proteção das mulheres.
O Banco do Brasil mantém o programa Mulheres no Topo, que oferece capacitação, educação empreendedora e orientação para gestão de negócios. Também disponibiliza linhas de crédito específicas para mulheres, como Giro Mãe Empreendedora, FCO Mulher Empreendedora, Procred 360 Mulheres e Pronaf Mulher.
O acesso à capacitação e a recursos financeiros pode contribuir para a independência econômica das mulheres, permitindo que aquelas em situação de vulnerabilidade reorganizem suas vidas. A proposta do banco é combinar essas iniciativas com ações de informação, acolhimento e encaminhamento, reforçando a rede de apoio e ampliando as oportunidades de proteção e reconstrução das trajetórias das mulheres atendidas.











