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Governo investiga ação humana por trás dos incêndios no Amazonas

As investigações sobre os incêndios florestais no Amazonas estão em andamento, com a força-tarefa já registrando 120 Termos Circunstanciados de Ocorrência para apurar possíveis condutas criminosas.

Governo investiga ação humana por trás dos incêndios no Amazonas

As investigações sobre os incêndios florestais no Amazonas estão em andamento, com a força-tarefa já registrando 120 Termos Circunstanciados de Ocorrência para apurar possíveis condutas criminosas. O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que a origem dos focos de incêndio é humana e garantiu que ações serão tomadas para identificar os responsáveis.

Durante uma coletiva de imprensa em Manaus, Capobianco destacou a necessidade de uma investigação rigorosa para descobrir se há uma organização por trás dos incêndios. “Vamos iniciar uma ação forte de investigação para identificar quem está operando esse conjunto enorme de incêndios e verificar se há uma organização por trás disso. E vamos punir aqueles que forem identificados de forma exemplar para que não fique na região uma sensação de impunidade”, afirmou o ministro.

A investigação está sendo conduzida pelas polícias Federal, Rodoviária Federal e Civil do Amazonas, em colaboração com outras forças de segurança. O ministro lembrou de episódios anteriores, como o “Dia do Fogo” em 2024, quando mais de dois mil incêndios foram registrados simultaneamente em São Paulo e no Pará, levantando suspeitas sobre ações organizadas.

Capobianco mencionou a participação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) nas investigações, ressaltando a possibilidade de que o que ocorreu em 2024 esteja se repetindo. “Existe uma suspeita de ação organizada”, disse, enfatizando a gravidade da situação atual.

Os responsáveis por incêndios florestais enfrentam multas que variam de R$ 5 mil a R$ 10 mil por hectare, além de outras penalidades, como embargo das áreas afetadas e responsabilização criminal, que pode incluir prisão. A situação no Amazonas é alarmante, com nuvens de fumaça cobrindo diversas cidades e levando à suspensão de atividades, incluindo aulas presenciais em Manaus.

Impactos na Saúde e na Educação

A qualidade do ar em Manaus foi severamente afetada, resultando na suspensão das aulas em várias instituições, incluindo a rede municipal de ensino e unidades da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Capobianco expressou preocupação com os danos à população: “A população de Manaus foi tremendamente prejudicada e está sendo tremendamente prejudicada. Há uma destruição ambiental em curso e nós precisamos punir os responsáveis porque são incêndios criminosos”, afirmou.

Medidas de Combate e Expectativas

O ministro também comentou sobre o reforço nas equipes de combate às queimadas, destacando uma redução perceptível nos incêndios, embora tenha ressaltado que ainda é cedo para comemorar. “Nós temos dados positivos. Não podemos comemorar, porque ainda temos uma situação grave, ainda tem muita fumaça, mas houve uma redução nos eventos de queimadas e de incêndios”, disse.

Capobianco expressou esperança de que a qualidade do ar em Manaus melhore nos próximos dias, dependendo das condições meteorológicas. “Há uma certa convergência de forças de ventos para a região de Manaus. É um fenômeno meteorológico sobre o qual nós não temos controle”, explicou.

Desde o início da temporada de incêndios florestais, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) informou que 292 incêndios foram extintos no Amazonas, mas ainda há oito incêndios ativos no estado. O governo federal disponibilizou 11 aeronaves para as operações, incluindo um avião KC-390 para lançamentos em grandes volumes e helicópteros para áreas de difícil acesso.

Além disso, 290 brigadistas estão atuando no combate aos incêndios, com mais 40 brigadistas federais a caminho para reforçar as operações. No último domingo, Capobianco e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, sobrevoaram o estado e identificaram focos de incêndio em áreas florestais de difícil acesso, evidenciando a complexidade da situação.

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