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TSE reativa canal “Exército do Lula” após registro da campanha de Lula

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, autorizou a reativação do canal “Exército do Lula”, que foi criado no WhatsApp para apoiar a candidatura à reeleição...

TSE reativa canal "Exército do Lula" após registro da campanha de Lula

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, autorizou a reativação do canal “Exército do Lula”, que foi criado no WhatsApp para apoiar a candidatura à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão ocorreu após a campanha de Lula registrar oficialmente o canal no tribunal, conforme exigido pelo ministro na manhã de hoje.

Na terça-feira, 13 de outubro, Kassio Nunes Marques havia determinado a suspensão do canal pela segunda vez, alegando que a falta de registro era a razão para a retirada do ar. Essa decisão foi tomada em um processo administrativo, que não requer a aprovação do plenário do TSE.

A reativação do canal, no entanto, só poderá ocorrer após um intervalo de 48 horas, conforme as resoluções do TSE. O ministro afirmou: “Autorizo a retomada do funcionamento do canal Exército do Lula, após o decurso do intervalo de 48 horas contado da comunicação efetuada nos autos do registro de candidatura.”

Na sua decisão, Kassio Nunes Marques argumentou que a suspensão do canal não se justificava mais, uma vez que o registro da página foi realizado. Antes do registro, ele havia condicionado a operação do canal ao cumprimento dessa exigência.

O presidente do TSE destacou que a ausência de comunicação formal sobre o endereço do canal à Justiça Eleitoral foi a justificativa para a suspensão anterior. Com a regularização, essa razão perdeu sua validade. “A manutenção da suspensão integral deixaria de corresponder à providência menos gravosa apta a fazer cessar a irregularidade”, afirmou o ministro.

Contexto da Decisão

Nos últimos dias, o canal Exército do Lula enfrentou uma série de disputas judiciais. No sábado, 11 de outubro, Kassio Nunes Marques havia determinado a suspensão total do canal, mas essa decisão foi revertida horas depois pelo corregedor do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que restabeleceu a página. O corregedor argumentou que Nunes Marques não tinha autoridade para suspender o canal em um processo administrativo, uma vez que o caso já estava sendo analisado em um processo judicial regular sob sua relatoria.

Após reexaminar a situação nesta terça-feira, Kassio Nunes Marques reiterou que a falta de comunicação formal do canal à Justiça Eleitoral era suficiente para justificar a suspensão temporária. A reativação do canal agora depende do cumprimento do prazo estabelecido.

Repercussões e Críticas

O canal, que conta com 4,3 milhões de inscritos, é administrado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG). Ele tem criticado a atuação da Justiça Eleitoral, acusando-a de censura e de favorecer a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário de Lula na corrida presidencial. As tensões em torno do canal refletem um clima polarizado nas eleições, onde as redes sociais desempenham um papel crucial na mobilização e na comunicação entre candidatos e eleitores.

As decisões do TSE sobre o canal Exército do Lula evidenciam a complexidade do cenário eleitoral brasileiro, onde a regulamentação das redes sociais e a comunicação política estão sob constante escrutínio. A reativação do canal poderá impactar a estratégia de campanha de Lula, especialmente em um momento em que a presença digital é fundamental para engajar os eleitores.

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