Os preços do milho no Brasil enfrentaram uma nova queda, com uma redução de 4,11% em relação à semana anterior, conforme dados da consultoria Safras & Mercado. Em 8 de outubro, a média nacional da saca foi cotada a R$ 63,84, uma diminuição significativa em comparação aos R$ 66,58 registrados no fechamento da semana anterior. Essa queda é atribuída à demanda fraca dos consumidores internos e ao ritmo lento das exportações, que têm impactado diretamente o mercado.
O cenário atual é caracterizado por compradores que já estão bem abastecidos e por produtores que demonstram cautela nas negociações. Apesar de alguns vendedores estarem relutantes em vender grandes volumes a preços atuais, a consultoria aponta que há um avanço gradual nas vendas, impulsionado pela perda de sustentação dos preços. Os consumidores, por sua vez, relatam que têm milho suficiente para atender às suas necessidades imediatas, o que contribui para uma postura mais tranquila nas negociações.
Exportações e Estoques
As exportações de milho do Brasil estão apresentando um desempenho inferior ao da temporada anterior, o que aumenta a expectativa de um estoque de passagem mais confortável ao final do ciclo. A valorização recente do real frente ao dólar tem limitado a competitividade do milho brasileiro no mercado internacional. Além disso, o enfraquecimento dos prêmios de exportação tem reduzido a atratividade das vendas externas, dificultando o escoamento do produto e mantendo a atenção do mercado sobre o volume que poderá permanecer disponível no país.
Impacto da Colheita nos EUA
No cenário internacional, a colheita de milho nos Estados Unidos está avançando, o que tem ampliado a oferta e pressionado os preços na Bolsa de Chicago. Essa situação influencia diretamente a formação dos preços no Brasil, somando-se à demanda interna enfraquecida e às dificuldades de competitividade nas exportações. A combinação desses fatores tem gerado um ambiente desafiador para os produtores brasileiros.
Quedas Regionais nos Preços
Entre as praças de comercialização, Rondonópolis (MT) registrou a maior queda, com o preço da saca caindo de R$ 67,00 para R$ 55,00, uma redução de 17,91%. Em Cascavel (PR), o preço passou de R$ 64,50 para R$ 60,00, uma queda de 6,98%. Em Rio Verde (GO), a referência caiu de R$ 63,00 para R$ 60,00, resultando em um recuo de 4,76%. Na região de Campinas, a cotação foi de R$ 71,00 para R$ 68,00, uma baixa de 4,23%. Em Erechim (RS) e Uberlândia (MG), os preços se mantiveram estáveis, em R$ 72,00 e R$ 65,00, respectivamente.
Perspectivas de Comercialização
Embora a comercialização esteja avançando, os compradores continuam sem urgência para novas aquisições, uma vez que o bom abastecimento reduz a necessidade imediata de compras. A resistência dos produtores em vender grandes volumes contrasta com a necessidade de acompanhar a queda no valor do cereal. A consultoria Safras & Mercado avalia que, enquanto a demanda interna e as exportações permanecerem limitadas, os fundamentos do mercado continuarão a favorecer a queda dos preços no curto prazo.











