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Preço do feijão carioca sobe para R$ 345 por saca; feijão preto tem vendas limitadas

O mercado de feijão no Brasil apresenta um cenário misto nesta semana, com o feijão carioca registrando uma recuperação significativa em seus preços, enquanto o feijão preto continua enfrentando dificuldades...

Preço do feijão carioca sobe para R$ 345 por saca; feijão preto tem vendas limitadas

O mercado de feijão no Brasil apresenta um cenário misto nesta semana, com o feijão carioca registrando uma recuperação significativa em seus preços, enquanto o feijão preto continua enfrentando dificuldades nas negociações. O feijão carioca, que chegou a ser negociado a R$ 345 por saca na modalidade CIF São Paulo, mostra sinais de recuperação após uma fase de correções iniciais, enquanto o feijão preto permanece com transações limitadas e oscilações de preços entre as regiões.

De acordo com a análise da Safras & Mercado, a recuperação do feijão carioca está concentrada nos lotes de melhor qualidade. A menor oferta de produto por parte dos vendedores tem contribuído para a sustentação dos preços, embora isso ainda não indique uma tendência de alta consolidada. No início da semana, a demanda fraca fez com que os preços do carioca se afastassem da referência de R$ 360 por saca, com padrões intermediários sendo negociados entre R$ 300 e R$ 315, e o comercial chegando a R$ 285, sem resposta significativa dos compradores.

Recuperação dos Preços do Feijão Carioca

A dinâmica de mercado levou os vendedores a reduzir a oferta visível, resultando em uma retenção seletiva. O analista Evandro Oliveira destaca que essa estratégia não representa uma diminuição equivalente da disponibilidade física nas propriedades. À medida que as compras começaram a retornar, inicialmente por meio de consultas e depois com operações efetivas, as diferenças de preço voltaram a ser estabelecidas conforme a qualidade do produto.

Os negócios do feijão carioca nota 9,5 foram confirmados a R$ 345 por saca, com corretores testando o limite de R$ 350. Para o nota 9, as operações variaram entre R$ 335 e R$ 340, enquanto o padrão 8,5 registrou preços em torno de R$ 330. O nota 8 manteve referências entre R$ 315 e R$ 320, beneficiado pela oferta mais restrita. Por outro lado, o nota 7,5 continua pressionado, sem conseguir validar os R$ 300.

Desafios do Feijão Preto

Em contraste, o feijão preto apresenta um cenário mais desafiador. Os compradores têm adotado uma postura defensiva, com os melhores padrões sendo negociados próximos de R$ 290 por saca CIF São Paulo. O feijão comercial bom variou entre R$ 260 e R$ 270, enquanto lotes de qualidade inferior na Zona Cerealista foram trabalhados entre R$ 230 e R$ 250. Apesar de algumas negociações do comercial bom se aproximarem de R$ 270, a confirmação de valores superiores tem se mostrado difícil.

Na origem, os preços no Paraná e Santa Catarina começaram em torno de R$ 255 a R$ 262 por saca FOB, mas após uma acomodação, o Paraná registrou negócios pontuais de até R$ 265, enquanto Santa Catarina voltou a valores abaixo de R$ 260. Oliveira explica que a formação desigual dos preços é influenciada pela disponibilidade local, qualidade, necessidade de caixa dos vendedores e a presença efetiva de compradores.

Expectativas para a Safra de Feijão Preto

A primeira safra 2026/27 no Paraná é um fator crucial a ser monitorado. O plantio avançou de 39% para 52% da área estimada, com 91% das lavouras em boas condições. A área projetada é de 88,3 mil hectares, representando uma redução de 14% em relação à temporada anterior, com uma produção estimada em 177,7 mil toneladas, o que representa uma queda de 8%. A produtividade esperada é de 2.013 quilos por hectare, cerca de 6,9% superior à do ciclo passado.

O fenômeno climático El Niño é apontado como um risco potencial que pode impactar o rendimento, a qualidade e o calendário agrícola, afetando também a implantação da segunda safra. Para o feijão carioca, o mercado estará atento para verificar se os preços entre R$ 345 e R$ 350 se tornam uma realidade constante e se os vendedores aumentarão a oferta de produtos de qualidade.

Com a semana seguinte apresentando menos dias de negociação devido ao fechamento da Zona Cerealista na segunda-feira, a concentração das reposições poderá influenciar o ritmo das compras. Enquanto isso, o feijão preto seguirá condicionado a uma demanda seletiva e à evolução da nova safra.

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