Na manhã desta quarta-feira, 7 de outubro de 2026, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Polícia Civil deflagrou a operação Sangria em Nova Odessa, São Paulo, para investigar fraudes na saúde e lavagem de dinheiro. A ação visa apurar suspeitas de corrupção, peculato e irregularidades em contratos de credenciamento envolvendo a Prefeitura local.
A operação é coordenada pelo Setor de Controle de Lavagem de Dinheiro da DIG/DEIC Interior 9 de Piracicaba e conta com a execução de nove mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Regional das Garantias da 4ª Região Administrativa Judiciária de Piracicaba. Os mandados estão sendo cumpridos em endereços residenciais, comerciais e funcionais em Nova Odessa, Campinas, Indaiatuba e Hortolândia.
Durante as buscas, a Polícia Civil apreendeu cinco veículos, R$ 49 mil em dinheiro, além de aparelhos celulares, documentos e um computador. Todo o material coletado será analisado e periciado para auxiliar nas investigações. Os investigadores buscam ainda registros de contabilidade paralela e documentos que possam esclarecer a movimentação financeira relacionada ao contrato investigado.
A operação Sangria é um desdobramento de uma investigação iniciada após a apreensão de R$ 30 mil em espécie em dezembro de 2025, em Campinas. Na ocasião, um enfermeiro foi abordado em um restaurante no Jardim Eulina e declarou que transportava o dinheiro para entregá-lo a outra pessoa, relacionando a quantia a uma empresa prestadora de serviços na área da saúde e a um contrato com a Prefeitura de Nova Odessa.
A apreensão do dinheiro serviu como base para as investigações atuais, que buscam esclarecer se houve pagamento de vantagens indevidas e tentativas de ocultar a origem ou o destino de recursos públicos por meio de movimentações em dinheiro e utilização de terceiros. As responsabilidades dos investigados ainda estão sendo apuradas em inquérito policial.
Significado do nome “Sangria”
De acordo com a Polícia Civil, o nome da operação, “Sangria”, refere-se à suspeita de retirada contínua de recursos públicos destinados à saúde. A expressão é utilizada como uma analogia à perda progressiva de recursos que deveriam ser mantidos para serviços públicos essenciais.
Contexto da investigação
O caso que deu origem à operação ocorreu em 22 de dezembro de 2025, quando o enfermeiro foi abordado com R$ 30 mil em espécie. A Prefeitura de Nova Odessa, na época, afirmou desconhecer os fatos e que realizaria uma apuração após receber informações oficiais. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo também informou que as diligências estavam em andamento para esclarecer o caso.











