A coligação “Brasil Pronto pra Mais”, que reúne partidos da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o deputado estadual baiano Leandro de Jesus (PL) e outros perfis nas redes sociais. A representação, apresentada em 1º de outubro, alega a divulgação de propaganda eleitoral irregular, especialmente por meio de conteúdos que distorcem declarações do presidente sobre religião e fé cristã.
O documento, ao qual o BNews teve acesso, aponta que as publicações em questão utilizam trechos editados das falas de Lula, com o intuito de passar a impressão de que ele é contrário ao cristianismo. Entre os principais alvos da ação está o influenciador Pablo Marçal, que, segundo a coligação, tem disseminado informações que associam Lula a termos pejorativos relacionados à religião.
Um dos conteúdos mais controversos mencionados na petição é intitulado “Guerra Santa”, onde Lula é chamado de “satanista” e “macumbeiro”, além de ser referido como “hiena petista”. A coligação argumenta que essas distorções são prejudiciais à imagem do presidente e configuram uma propaganda negativa que pode influenciar o eleitorado de forma indevida.
A representação solicita ao TSE a remoção ou a indisponibilização dos conteúdos considerados irregulares e pede que os responsáveis sejam formalmente identificados durante o processo. Além disso, a coligação requer que os representados sejam impedidos de realizar novas publicações semelhantes e sugere a aplicação de multas que podem chegar a R$ 30 mil por cada publicação considerada irregular.
O caso está sob a relatoria do ministro André Mendonça, que já determinou a identificação dos perfis envolvidos. A ação reflete uma preocupação crescente entre os partidos da base governista em relação à desinformação e à manipulação de informações nas redes sociais, especialmente em um período eleitoral.
As redes sociais têm se tornado um campo de batalha crucial para a comunicação política, onde a disseminação de informações pode ter um impacto significativo nas decisões dos eleitores. A coligação “Brasil Pronto pra Mais” busca, com essa ação, não apenas proteger a imagem de Lula, mas também assegurar a integridade do processo eleitoral, combatendo práticas que possam distorcer a verdade em favor de narrativas negativas.
O desenrolar desse caso no TSE poderá estabelecer precedentes sobre como as plataformas digitais devem lidar com a desinformação e a propaganda eleitoral irregular, especialmente em um cenário onde a polarização política é intensa e as redes sociais desempenham um papel central na formação da opinião pública.











