Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Adeus, Futilidade: Como o “Ser Artista” provou que inteligência também bate recordes de audiência

Este colunista, espectador assíduo do projeto, analisa como a celebração dos pioneiros da nossa arte atropelou a futilidade, dominou o canal WhE Play e atraiu os holofotes do mercado financeiro...

COLUNA DENILSON ANDRADE

Portal Exposed Brasil — Rio de Janeiro, 29 de setembro de 2026.

Por Denilson Andrade — Colunista de TV, Arte, Cultura e Celebridades

A Hegemonia do “Ser Artista”: Como o Fenômeno de Marcus Montenegro Abocanhou as TVs Conectadas e dita o Ritmo do Mercado

O que começou como um manifesto despretensioso, o legítimo e necessário anseio de documentar a biografia dos grandes pioneiros da nossa classe artística teatral e audiovisual, converteu-se, em definitivo, em uma agressiva e sofisticada engrenagem de audiência e mercado. A caminho de sua triunfal estreia na TV fechada pela PodcasTV no dia 1º de dezembro, o videocast “Ser Artista”, idealizado e copresentado pelo estrategista Marcus Montenegro, acabou de carimbar sua maturidade comercial ao emergir como líder absoluto no streaming.
Os dados do mais recente relatório de audiência das TVs conectadas, as chamadas FAST, funcionam como um tapa de luva de pelica no ceticismo corporativo. Transmitido no ecossistema global das Smart TVs Samsung, o programa não apenas fincou bandeira, mas canibalizou a atenção do público: o “Ser Artista” já representa a impressionante marca de 14% de toda a audiência do canal WhE Play. Para um formato calcado na erudição, na sobriedade e na memória histórica nacional, arrancar tamanha fatia da atenção de uma grade inteira é um feito homérico.
Essa expressiva e amplificada visibilidade atesta a relevância do projeto diretamente na interface das telas conectadas da gigante sul-coreana. Diante de tamanho patrimônio de atenção, o pragmatismo de Montenegro, cuja mente visionária opera com precisão anatômica, não tardou a se manifestar. O “Ser Artista” atingiu o Olimpo da monetização robusta. Longe de ser um mero balcão de negócios, o podcast prova que a inteligência é um ativo altamente lucrativo e que o resgate histórico dos nossos veteranos possui tração financeira.
Este colunista, na condição de espectador assíduo e rigoroso do “Ser Artista”, faz aqui uma necessária menção honrosa à integridade da obra. É um privilégio quase catártico acompanhar um conteúdo que não subestima a inteligência do público e trata a memória cultural do país com tamanha solenidade e reverência.
Assistir a essa ascensão meteórica, que migrou do despojamento orgânico do YouTube para o topo dos relatórios de Connected TV, é testemunhar a vitória da substância sobre a futilidade. Marcus Montenegro não apenas documenta a história, ele, com o tirocínio perspicaz dos grandes homens de negócios e o coração incorruptível de um eterno apaixonado pelas artes, reescreve as regras do jogo televisivo moderno. Dezembro que nos espere.
 

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta