No dia 23 de setembro de 2026, o Tribunal do Júri de Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo, condenou um homem a 24 anos de prisão por homicídio relacionado a dívida de drogas. O crime ocorreu em 7 de fevereiro de 2024, no bairro Perequê-Mirim, e a Justiça determinou que a pena seja cumprida inicialmente em regime fechado, sem direito a recorrer em liberdade.
A condenação foi baseada nas qualificadoras de motivo torpe e na utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima, conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).
Durante o julgamento, a Promotoria apresentou evidências de que tanto o condenado quanto a vítima estavam envolvidos com o tráfico de drogas. A vítima, que tinha uma dívida relacionada a uma quantidade de entorpecentes, foi assassinada pelo réu como forma de cobrança e punição, segundo a acusação.
O homicídio ocorreu na Rua Teófilo Ottoni, onde o condenado surpreendeu a vítima e disparou diversas vezes com uma arma de fogo, resultando na morte do homem.
Ameaças e investigações
As investigações revelaram que a vítima havia recebido ameaças antes do assassinato, possivelmente ligadas ao desaparecimento de drogas. Um vídeo contendo essas ameaças foi compartilhado em grupos de mensagens, o que ajudou a polícia a reunir provas durante a investigação.
A perícia foi acionada para analisar imagens e áudios relacionados ao caso, reforçando a argumentação da Promotoria de que o assassinato foi premeditado e que a vítima não teve chance de defesa devido à surpresa do ataque.
Os jurados acolheram os argumentos da acusação e, ao final do julgamento, o réu foi condenado a 24 anos de prisão. Com essa decisão, ele deverá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado, sem a possibilidade de recorrer em liberdade.











