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GAECO e BAEP prendem homem em Campinas por movimentação suspeita de R$ 324 mil

Na manhã de sexta-feira, 25 de setembro de 2026, em Campinas, São Paulo, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), em parceria com o 1º Batalhão...

GAECO e BAEP prendem homem em Campinas por movimentação suspeita de R$ 324 mil

Na manhã de sexta-feira, 25 de setembro de 2026, em Campinas, São Paulo, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), em parceria com o 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP), prendeu um homem durante a nova fase da Operação Infiltrados. O investigado é suspeito de ser membro de uma associação criminosa já denunciada à Justiça pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).

A operação incluiu o cumprimento de um mandado de busca e apreensão emitido pela 1ª Vara Criminal de Campinas. Essa nova etapa foi desencadeada após a análise de documentos, celulares e notebooks coletados na primeira fase da investigação, realizada em junho de 2026.

De acordo com as investigações, o homem preso exercia duas funções dentro do grupo criminoso. Ele era responsável por transportar e movimentar grandes quantias de dinheiro em favor de um policial e forneceu um celular clandestino, cujo chip estava cadastrado com dados falsos, para dificultar a identificação de conversas relacionadas às atividades ilícitas.

Na residência de um dos acusados, foram encontrados diversos comprovantes de depósitos bancários. Parte desses documentos indicava que o homem preso era responsável por operações financeiras, com um total de R$ 324.220 em depósitos identificados e outros R$ 181.300 em transações sem identificação clara. As movimentações ocorreram entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026.

Os depósitos atribuídos ao investigado foram realizados de forma recorrente, variando entre R$ 10 mil e R$ 51,7 mil. O GAECO informou que os valores movimentados são, em princípio, incompatíveis com os rendimentos dos agentes públicos sob investigação.

Contexto da Operação Infiltrados

A Operação Infiltrados foi iniciada em 9 de junho de 2026, como um desdobramento das operações Pronta Resposta e Off White. Na fase inicial, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária em Campinas e Cardoso. A investigação se concentrou em suspeitas de infiltração de pessoas ligadas ao crime organizado em instituições públicas, incluindo a possível obtenção e transmissão de informações privilegiadas.

Uma das linhas de investigação da primeira fase envolveu um ex-estagiário do Ministério Público que teria utilizado acesso a informações internas para identificar criminosos com alto poder financeiro, supostamente cobrando dinheiro em troca de proteção contra investigações. Além disso, a operação apurou um encontro entre um suspeito de um plano de atentado contra um promotor do GAECO e um chefe de investigadores da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Campinas, ocorrido uma semana antes de uma operação que frustrou o atentado em 2025.

Próximos passos da investigação

A nova fase da Operação Infiltrados representa um avanço significativo nas investigações, que continuam em andamento. O GAECO está apurando a possível participação de outros indivíduos na associação criminosa, e novos investigados poderão ser denunciados caso sejam reunidas provas suficientes. A ação penal relacionada à primeira fase da operação permanece em andamento, com policiais e civis já denunciados por associação criminosa, extorsão, violação de sigilo funcional e falsidade.

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