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Apreensão de armas no Rio de Janeiro cresce 10,3% em 2026, aponta ISP

Os dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro revelam um aumento significativo nas apreensões de armas no estado, com um total de 4.308 armas confiscadas...

Apreensão de armas no Rio de Janeiro cresce 10,3% em 2026, aponta ISP

Os dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro revelam um aumento significativo nas apreensões de armas no estado, com um total de 4.308 armas confiscadas nos primeiros oito meses de 2026. Esse número representa um crescimento de 10,3% em comparação ao mesmo período de 2025.

No mês de agosto, especificamente, foram realizadas 537 apreensões, o que corresponde a uma alta de 19,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O aumento nas apreensões de armas é um reflexo das ações das forças de segurança no combate ao armamento ilegal, que tem sido uma preocupação constante em um estado marcado pela violência.

Além das apreensões gerais, os dados também indicam um aumento alarmante nas apreensões de fuzis, que são considerados armas de guerra. Nos primeiros oito meses de 2026, foram confiscados 595 fuzis, um aumento de 15,3% em relação ao ano anterior. Em agosto, esse número foi de 93 fuzis, representando um crescimento de 55% em comparação ao mesmo mês de 2025.

Enquanto as apreensões de armas aumentam, o cenário de roubos apresenta uma tendência oposta. O número total de roubos de aparelhos celulares, roubos em coletivos e roubos a transeuntes somou 32.260 nos primeiros oito meses de 2026, o que representa uma redução de 19,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em agosto, foram registrados 3.758 roubos, com uma queda de 14,6% em comparação a agosto de 2025.

Os dados sobre letalidade violenta também foram divulgados, mostrando que 2.398 vítimas foram registradas nos primeiros oito meses de 2026, com 305 ocorrências em agosto. Essa estatística representa uma redução de 4,4% no acumulado do ano, embora tenha havido um aumento de 3% em relação a agosto de 2025. A letalidade violenta inclui homicídios dolosos, lesões corporais seguidas de morte, feminicídios, mortes por intervenção de agente do Estado e roubos seguidos de morte.

Um ponto preocupante nos dados é o aumento das mortes por intervenção de agente do Estado, que subiram 50% em agosto de 2026 em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Nos primeiros oito meses do ano, foram registradas 461 mortes desse tipo, com 66 ocorrências apenas em agosto.

Os roubos de veículos também apresentaram um aumento, com 16.310 ocorrências nos primeiros oito meses de 2026, o que representa um crescimento de 6,3% em relação ao ano anterior. No entanto, em agosto, houve uma redução de 17,9% em comparação ao mesmo mês de 2025, com 1.484 roubos registrados.

Esses dados refletem um cenário complexo de segurança pública no Rio de Janeiro, onde, apesar do aumento nas apreensões de armas, algumas categorias de crimes, como roubos, estão em queda. A análise desses números é fundamental para entender as dinâmicas da violência e as respostas das autoridades no estado.

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