Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mulheres acima de 50 anos criam confrarias e transformam experiência em poder

Um novo movimento de confrarias femininas está emergindo no Brasil, reunindo mulheres com mais de 50 anos para compartilhar experiências e fortalecer suas trajetórias profissionais.

Mulheres acima de 50 anos criam confrarias e transformam experiência em poder

Previa: Um novo movimento de confrarias femininas está emergindo no Brasil, reunindo mulheres com mais de 50 anos para compartilhar experiências e fortalecer suas trajetórias profissionais. Essa iniciativa reflete uma mudança significativa na percepção sobre a maturidade e o papel das mulheres na sociedade.

Nos últimos anos, um movimento crescente tem reunido mulheres acima dos 50 anos em grupos, comunidades e confrarias. Essas redes têm como objetivo promover a troca de conhecimentos, a construção de conexões e a reflexão sobre carreira, negócios e saúde, destacando que ainda há muito futuro pela frente para essas mulheres. A ideia é transformar a experiência acumulada em poder e influência.

A estilista e mentora Tati Nigro, fundadora da WAV& Woman World, é uma das pioneiras nesse movimento. Ela criou o evento “The Golden WAV& Mulheres Pavimentando o Futuro” com a intenção de potencializar o capital humano feminino. Tati enfatiza que, nesses encontros, todas as participantes têm algo a ensinar e aprender, criando uma verdadeira rede de apoio e crescimento mútuo.

O Contexto do Envelhecimento Feminino

O Brasil está passando por um processo de envelhecimento populacional, com as mulheres representando a maioria nas faixas etárias mais altas. Dados do Censo 2022 revelam que existem 78,8 homens para cada 100 mulheres com 60 anos ou mais. Além disso, o IBGE aponta um aumento na participação de pessoas com 50 anos ou mais no mercado de trabalho, especialmente entre as mulheres, que passaram de 14,6% para 16,7% na força de trabalho.

Esse cenário é um indicativo de que as mulheres estão se posicionando de forma ativa em suas carreiras, empreendendo e liderando. Durante um MBA em Luxury Management no Principado de Mônaco, Tati observou que as mulheres maduras desejam mais do que ser apenas consumidoras; elas buscam autoria e protagonismo em suas vidas e carreiras.

As confrarias femininas têm se tornado um espaço valioso para que essas mulheres compartilhem suas histórias e experiências. Tati resume essa fase da vida como um momento em que a maturidade é vista como um capital humano significativo, capaz de influenciar o futuro.

Exemplos Inspiradores

Traudi Guida, cofundadora da Le Lis Blanc e fundadora da SOUQ, é um exemplo de como a maturidade pode ser um diferencial no mundo dos negócios. Aos 79 anos, ela continua ativa, liderando e aprendendo sobre novas tecnologias, como a inteligência artificial. Traudi acredita que a produção e a interação social são fundamentais para uma vida plena.

Raquel Galinatti, delegada de polícia e primeira mulher a presidir o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, também compartilha sua experiência. Ela aprendeu a lidar com as provocações em ambientes predominantemente masculinos de forma mais assertiva, reconhecendo que a força feminina não está na agressividade, mas na sabedoria e na clareza de propósito.

A médica Marianne Pinotti destaca a importância do cuidado e das conexões sociais na saúde das mulheres, especialmente durante a menopausa e o climatério. Ela ressalta que a qualidade dos vínculos construídos ao longo da vida é essencial para a longevidade e o bem-estar.

Essas histórias ilustram como as confrarias femininas estão transformando a narrativa sobre a maturidade. Ao criar espaços de sociabilidade que também funcionam como plataformas de desenvolvimento profissional, as mulheres estão redefinindo o que significa envelhecer com dignidade e propósito.

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta