Prévia: O partido Novo solicitou a prisão preventiva do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em meio a investigações sobre fraudes financeiras. A medida visa garantir a integridade das apurações relacionadas ao Banco Master.
O afastamento de Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, foi determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em um contexto de crescente tensão nas investigações do caso do Banco Master. O pedido de prisão preventiva, feito pelo partido Novo, destaca a necessidade de proteger a integridade das investigações em andamento.
Na terça-feira, 8 de setembro, a decisão de afastar Andrei foi acompanhada pelo desligamento do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. A Segunda Turma do STF apoiou a medida, mas o julgamento foi interrompido por uma vista solicitada por Gilmar Mendes, o decano da Corte, que pediu mais tempo para análise do caso.
Mensagens e Acusações
O pedido de prisão de Andrei foi fundamentado em mensagens trocadas pelo ex-banqueiro Daniel Bueno Vorcaro, que foi proprietário do Banco Master. Os investigadores acreditam que essas mensagens foram enviadas a um interlocutor identificado como o ministro Alexandre de Moraes, também do STF.
Em uma das mensagens, Vorcaro menciona um suposto pedido de proteção a Andrei e ao Procurador-geral da República, Paulo Gonet. A Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras e corrupção envolvendo Vorcaro, considera que a proximidade entre o ex-banqueiro e autoridades da Suprema Corte e da Polícia Federal é alarmante.
O partido Novo alegou que Andrei estaria tentando obstruir um possível acordo de delação premiada por parte de Vorcaro. Durante uma audiência com Mendonça, o ex-banqueiro relatou que estava sendo alvo de intimidações por agentes da PF, que teriam ameaçado sua integridade física.
Vorcaro, que se encontra em prisão preventiva, afirmou que enfrentou pressões e maus-tratos sempre que tentava fechar um acordo de delação. Seu depoimento foi realizado em 27 de agosto e trouxe à tona preocupações sobre a condução das investigações e a atuação da Polícia Federal.
As advogadas do Novo argumentaram que a situação exige medidas que garantam a investigação sem interferências ou constrangimentos. O ministro Mendonça, ao decidir pelo afastamento de Andrei, classificou as circunstâncias como “gravíssimas”, ressaltando a necessidade de um ambiente de investigação livre de pressões externas.











