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Justiça do Rio julga mais de 1 milhão de processos no 1º semestre de 2023

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro alcançou um marco significativo no primeiro semestre de 2026, julgando mais de 1 milhão de processos e reduzindo a taxa de congestionamento.

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Prévia: O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro alcançou um marco significativo no primeiro semestre de 2026, julgando mais de 1 milhão de processos e reduzindo a taxa de congestionamento. A digitalização e a eficiência operacional têm sido fundamentais para esse avanço.

No primeiro semestre de 2026, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) julgou mais de 1 milhão de processos, resultando em mais de 1,5 milhão de sentenças proferidas. Esses dados, atualizados até 30 de junho pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), refletem um avanço considerável na eficiência do Judiciário fluminense, que tem se beneficiado da digitalização dos serviços.

O TJRJ obteve um Índice de Atendimento à Demanda de 122,96%, segundo a Base Nacional de Dados do Poder Judiciário (DataJud). Esse indicador demonstra que o tribunal conseguiu solucionar e arquivar um volume de processos superior ao número de novas ações protocoladas durante o mesmo período.

Com mais de 5 milhões de processos ativos, o Judiciário fluminense enfrenta um grande desafio, mas a velocidade de resposta tem sido notável. Nos primeiros seis meses do ano, o número de ações julgadas superou as 943.261 novas ações que chegaram ao tribunal, com 1,240 milhão de processos arquivados definitivamente, aliviando o estoque acumulado de anos anteriores.

Redução da Taxa de Congestionamento

A taxa de congestionamento bruta do TJRJ caiu para 65,26% no final de junho, uma redução significativa em comparação aos 76,54% registrados em 2023. Essa diminuição é um indicativo de que os processos estão sendo resolvidos de forma mais ágil, beneficiando os cidadãos que buscam justiça.

Além disso, a digitalização tem sido um fator crucial para esses resultados. Entre os novos processos, 99,99% tramitaram em meio eletrônico, evidenciando a quase total digitalização do Judiciário. Essa mudança não apenas facilita o acesso à Justiça, mas também otimiza o trabalho dos magistrados e servidores.

Iniciativas para a Eficiência

Por trás desses números, está a atuação da Comissão de Políticas Institucionais para Eficiência Operacional e Qualidade dos Serviços Judiciais (Comaq). Essa comissão coordena projetos que visam aumentar a eficiência do tribunal, permitindo que mais processos sejam julgados com qualidade.

Um dos projetos de destaque é o Grupo de Sentença, criado em 2009, que conta com cerca de 60 magistrados dedicados a julgar processos “maduros”. Cada magistrado assume, em média, 60 processos mensais, resultando em aproximadamente 3,6 mil sentenças por mês e 50 mil decisões por ano.

A presidente da Comaq, desembargadora Jacqueline Lima Montenegro, ressalta a importância do diálogo com magistrados, servidores e usuários da Justiça para aprimorar o atendimento ao público. Essa interação é fundamental para que o Judiciário continue avançando e se adaptando às necessidades da sociedade.

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