Prévia: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou três novas leis que visam fortalecer a atuação do sistema judiciário brasileiro, criando e reestruturando fundos para a Justiça Federal, o Ministério Público e a Defensoria Pública. Essas medidas buscam ampliar o acesso à Justiça e garantir a proteção dos cidadãos mais vulneráveis em todo o país.
Na última sexta-feira (4), o presidente da República sancionou três projetos de lei que têm como objetivo principal fortalecer as instituições do Poder Judiciário no Brasil. As novas legislações criam e reestruturam fundos que beneficiarão a Justiça Federal, o Ministério Público da União (MPU) e a Defensoria Pública da União (DPU), promovendo uma atuação mais efetiva em todas as regiões do país.
Durante a cerimônia de sanção, realizada no Palácio do Planalto, o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), destacou a importância dessas iniciativas para levar a Justiça mais próxima dos cidadãos, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade. Fachin enfatizou que a sanção representa um reconhecimento das demandas legítimas da população, que muitas vezes se sente distante do sistema judicial.
O presidente Lula, ao sancionar as leis, expressou sua preocupação com a credibilidade das instituições públicas e a necessidade de fortalecer o sistema de Justiça como um pilar essencial da democracia. Ele alertou que a fragilidade das instituições pode levar a um enfraquecimento da democracia, ressaltando que a solidez das instituições é fundamental para garantir os direitos dos cidadãos.
Reforma do Judiciário
Além da criação dos fundos, o governo sinalizou a intenção de promover um debate amplo sobre uma nova reforma institucional do Judiciário. Lula lembrou da Emenda Constitucional nº 45/2004, que já buscou modernizar o sistema judicial, criando o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para supervisionar tribunais e juízes.
Com a nova legislação, as taxas de custas da Justiça Federal foram atualizadas, aumentando a alíquota sobre o valor da causa para entre 2% e 3%. O valor mínimo para a cobrança foi fixado em R$ 193,20, enquanto o máximo pode chegar a R$ 107.332,80. Essa mudança visa tornar o sistema mais justo e adaptado às diferentes realidades econômicas do país.
Ampliação do Acesso à Justiça
A nova legislação também traz avanços significativos para aqueles que não têm condições de arcar com as custas judiciais. Pessoas com renda mensal de até R$ 5 mil terão presunção de hipossuficiência, facilitando o acesso à gratuidade da Justiça. A juíza federal Ana Lya Ferraz da Gama Ferreira, presidente da Ajufe, destacou a importância dessa mudança para atender as realidades econômicas diversas da população.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, ressaltou que o aumento das custas judiciais permitirá que as instituições ampliem sua presença em regiões carentes, onde a Justiça é escassa. Ele afirmou que os novos recursos possibilitarão a criação de unidades de atendimento em áreas sem Vara Federal, além de iniciativas de Justiça itinerante e suporte a pessoas em situação de rua.
Fundos para Modernização e Atendimento
Os fundos sancionados são uma forma de garantir que as instituições recebam recursos provenientes de custas judiciais e taxas. O Fundo Especial da Justiça Federal (Fejufe) destinará receitas para modernização e aparelhamento da Justiça Federal, enquanto o Fundo Especial do Superior Tribunal de Justiça (Festj) focará na modernização do Superior Tribunal de Justiça.
Além disso, o Fundo de Modernização do Ministério Público da União (FMPU) terá como objetivo apoiar o atendimento à sociedade e às vítimas, enquanto o Fundo de Fortalecimento do Acesso à Justiça será voltado para ações de atendimento a grupos vulneráveis. Essas iniciativas visam não apenas a modernização das instituições, mas também a promoção de direitos fundamentais e a proteção dos cidadãos mais necessitados.











