Previa: A Polícia Federal revelou que o banqueiro Daniel Vorcaro teve 187 interações com um contato identificado como “Alexandre de Moraes BRASILIA”, que pode se referir ao ministro do STF. As mensagens incluem discussões sobre encontros e eventos internacionais.
A investigação da Polícia Federal (PF) trouxe à tona um número significativo de interações entre Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e um contato que pode ser associado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O relatório, que teve seu sigilo levantado nesta terça-feira (1º de setembro), revela 187 mensagens trocadas desde 2023.
As mensagens analisadas pela perícia indicam que as conversas abordavam não apenas encontros presenciais, mas também tratativas relacionadas a eventos fora do Brasil. O documento sugere que Vorcaro mencionou pelo menos seis vezes a possibilidade de se encontrar pessoalmente com o ministro.
Comunicação sigilosa
Além das interações diretas, a PF identificou que o banqueiro utilizava métodos que dificultavam o rastreamento de suas comunicações. Ele frequentemente escrevia mensagens no aplicativo de notas do celular e as enviava via WhatsApp, utilizando o recurso de visualização única, que impede o acesso posterior ao conteúdo.
O relatório destaca que, antes de sua prisão, Vorcaro enviou cinco mensagens nesse formato para o contato identificado como “Alexandre de Moraes BRASILIA”. Contudo, a PF ressalta que não é possível confirmar, apenas com base no nome salvo, que o número realmente pertence ao ministro.
Intermediação de ex-ministro
Outro ponto relevante do relatório é a atuação do ex-ministro Fábio Faria como intermediário nas comunicações entre Vorcaro e o contato. Faria, que fez parte do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, aparece em mensagens datadas de dezembro de 2023, onde solicitou informações sobre veículos para garantir a segurança do banqueiro.
Em uma das mensagens, Vorcaro questionou sobre o horário de chegada e enviou detalhes de um veículo específico. Além disso, Faria compartilhou um número salvo em seu celular como “Alexandre de Moraes BRASILIA”, junto com outros contatos que também estavam associados ao mesmo número.
Essas revelações levantam questões sobre a natureza das interações entre o banqueiro e o ministro, além de implicações sobre a influência e as conexões entre o setor financeiro e a política no Brasil. A PF continua a investigar as circunstâncias em torno dessas comunicações e suas possíveis repercussões.











