Previa: O Ministério Público de São Paulo solicitou que a prisão preventiva de Deolane Bezerra seja mantida, devido a suspeitas de sua participação em um esquema de lavagem de dinheiro do PCC. A decisão será reavaliada pela Justiça nos próximos dias.
Deolane Bezerra, influenciadora digital e advogada, está detida desde maio de 2026, sob a suspeita de envolvimento em atividades criminosas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apresentou um pedido para que sua prisão preventiva seja mantida, alegando que os motivos que justificaram sua detenção continuam válidos.
A manifestação do MPSP foi feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e se refere à Operação Vérnix, que investiga uma estrutura de lavagem de dinheiro associada à facção criminosa. Além de Deolane, outros membros da família de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, estão envolvidos no processo.
Contexto da Operação Vérnix
A Operação Vérnix foi deflagrada em maio de 2026 e visa desmantelar um esquema que, segundo os promotores, envolve a movimentação de recursos de origem ilícita. Deolane é acusada de desempenhar um papel central na gestão financeira da organização criminosa, atuando como “caixa” e realizando operações para ocultar valores.
Os promotores afirmam que a influenciadora utilizava suas contas e empresas para disfarçar a origem dos recursos, além de converter esses valores em bens de alto valor. A Justiça deverá reavaliar a situação de Deolane nesta sexta-feira (21/8), em uma revisão obrigatória da prisão preventiva, que deve ocorrer a cada 90 dias.
Investigação e descobertas
As investigações que levaram à Operação Vérnix começaram em 2019, quando mensagens manuscritas foram encontradas em uma penitenciária, revelando a estrutura interna do PCC e possíveis planos de ataque a agentes públicos. A partir dessas informações, a polícia identificou uma transportadora que estaria sendo utilizada para movimentar e lavar dinheiro do crime organizado.
Durante a Operação Lado a Lado, que sucedeu a Vérnix, foram apreendidos dados que indicam transferências financeiras para Deolane e suas relações com administradores da transportadora. A análise financeira revelou movimentações atípicas e incompatíveis com a renda declarada pela influenciadora, levantando suspeitas sobre sua participação no esquema criminoso.
Consequências e bloqueios financeiros
As investigações resultaram em bloqueios de mais de R$ 327 milhões, além da apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis vinculados aos investigados. A operação também se estendeu a outros membros da família de Marcola, que, mesmo preso, continuou a comandar atividades relacionadas à facção.
Com a reavaliação da prisão de Deolane se aproximando, a expectativa é que a Justiça decida se ela permanecerá detida ou poderá responder ao processo em liberdade. A situação continua a gerar repercussão nas redes sociais e entre os seguidores da influenciadora, que acompanham de perto os desdobramentos do caso.











