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Açúcar recua nas bolsas, mas mantém valorização com déficit global em foco

O mercado de açúcar apresentou correções nas bolsas internacionais, mas ainda se mantém em patamares elevados devido a preocupações com a oferta global e riscos climáticos.

Açúcar recua nas bolsas, mas mantém valorização com déficit global em foco

Prévia: O mercado de açúcar apresentou correções nas bolsas internacionais, mas ainda se mantém em patamares elevados devido a preocupações com a oferta global e riscos climáticos. A expectativa de déficit na produção para as próximas safras também influencia os preços.

Na última semana, o mercado de açúcar enfrentou ajustes negativos nas principais bolsas internacionais, após uma sequência de altas significativas. Na sexta-feira, 14 de agosto, os contratos em Nova York e Londres recuaram, refletindo um movimento de realização de lucros por parte dos investidores.

Apesar da correção observada no último pregão, os preços do açúcar continuam elevados, impulsionados por expectativas de menor oferta global, riscos climáticos e projeções de déficit nas safras futuras. Esses fatores têm sustentado os preços, mesmo diante das quedas recentes.

Açúcar recua em Nova York e Londres

No mercado da ICE Futures U.S., o contrato de açúcar bruto com vencimento em outubro de 2026 registrou uma queda de 0,22 ponto, fechando a 16,60 centavos de dólar por libra-peso. Outros contratos também apresentaram recuos, mas ainda permanecem em níveis relativamente firmes.

Em Londres, a pressão vendedora foi mais acentuada, com o contrato de açúcar branco para outubro de 2026 caindo US$ 6,70 por tonelada, encerrando a sessão a US$ 511,20. Apesar das quedas, os preços ainda estão próximos de níveis elevados, resultado das valorizações acumuladas ao longo da semana.

O mercado brasileiro também acompanhou essa correção. O açúcar cristal branco apresentou uma leve queda, com o indicador CEPEA/ESALQ registrando R$ 97,90 por saca de 50 quilos, uma diminuição de 0,42%. Contudo, essa retração não foi suficiente para apagar os ganhos acumulados em agosto, que chegam a 6,99% até o momento.

Perspectivas de déficit global e clima preocupante

Um dos principais fatores que sustentam o mercado é a expectativa de déficit na oferta global. A consultoria Czarnikow projeta um déficit de 2,9 milhões de toneladas de açúcar para a safra 2027/28, com uma produção mundial estimada em cerca de 177 milhões de toneladas, 0,7% inferior ao que havia sido projetado anteriormente.

As incertezas climáticas também aumentam as preocupações com a produção em regiões-chave, como Índia, União Europeia e Tailândia. Na Europa, temperaturas elevadas e seca podem impactar negativamente a produção, que pode atingir apenas 14,98 milhões de toneladas, o menor volume em 11 anos.

Esses fatores climáticos e de oferta elevam a atenção do mercado e podem limitar novas quedas nos preços, mesmo com as correções observadas recentemente. A evolução da oferta de cana-de-açúcar no Brasil e as condições de comercialização também permanecem no radar dos agentes do setor.

Assim, embora o açúcar tenha encerrado a semana com ajustes negativos nas bolsas internacionais, o cenário fundamental ainda oferece suporte às cotações, mantendo o mercado em alerta para novas atualizações sobre as safras globais e possíveis impactos na produção.

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