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Brasil condena polícia de Israel por barrar líderes católicos de celebrarem missa em Jerusalém

O Ministério das Relações Exteriores condenou, neste domingo 29, a decisão

O Ministério das Relações Exteriores condenou, neste domingo 29, a decisão da polícia israelense de impedir um cardeal de acessar a Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, para as celebrações do Domingo de Ramos. 

Em nota, o órgão do governo Lula (PT) lembrou as restrições impostas por Israel em Jerusalém Oriental nas últimas semanas. O incidente ocorrido com o cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino que vive na capital israelense, não é recente.

Nos últimos dias, outros cristãos foram impedidos de acessar o mesmo santuário e muçulmanos tiveram o acesso à Esplanada das Mesquitas vetado durante o Ramadã, conforme lembrou o MRE.

Para o Itamaraty, a ação vai na contramão do princípio da liberdade de culto. O texto ainda destacou que “a continuada presença de Israel no Território Palestino Ocupado é ilícita e que aquele país não está habilitado a exercer soberania em nenhuma parte do Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental”.

Reações

O veto à entrada dos líderes religiosos na Igreja do Santo Sepulcro, tomada em meio à escalada militar no Oriente Médio, provocou reação imediata do Vaticano e de governos europeus, que classificaram o episódio como uma afronta à liberdade religiosa e um “precedente grave”.

Em comunicado conjunto, o Patriarcado Latino de Jerusalém e a Custódia da Terra Santa afirmaram que esta foi a primeira vez, em séculos, que líderes da Igreja foram impedidos de realizar a celebração no local.

Segundo a nota, os dois religiosos foram interceptados no trajeto e obrigados a retornar. As instituições classificaram o episódio como um “precedente grave” e denunciaram falta de respeito à sensibilidade de bilhões de fiéis ao redor do mundo que, neste período, voltam sua atenção para Jerusalém.

A polícia justificou a medida afirmando que a configuração da Cidade Velha e dos locais sagrados forma uma área complexa, o que dificultaria o acesso rápido de equipes de resgate em caso de ataque, representando risco real à vida.

A reação internacional foi imediata. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, classificou o episódio como “uma ofensa não apenas aos fiéis, mas a todos que defendem a liberdade religiosa”. Já o chanceler italiano, Antonio Tajani, anunciou a convocação do embaixador de Israel em Roma.

O presidente francês, Emmanuel Macron, também condenou neste domingo “a decisão da polícia israelense” de impedir o patriarca latino de Jerusalém de acessar a Igreja do Santo Sepulcro para celebrar a missa do Domingo de Ramos e afirmou prestar a ele “pleno apoio”.

“Condeno essa decisão da polícia israelense, que se soma ao aumento preocupante de violações do status dos locais sagrados de Jerusalém”, escreveu o presidente francês na rede social X.

O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa e relembra a entrada de Jesus em Jerusalém, recebido por uma multidão dias antes de sua crucificação e, segundo a tradição cristã, de sua ressurreição.

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