Previa: A Polato Sementes, em Pedra Preta (MT), está revolucionando a gestão agrícola ao integrar tecnologia, clima e inteligência artificial, promovendo uma nova era na agricultura brasileira.
A agricultura moderna no Brasil ganha um novo contorno com a implementação de tecnologias avançadas em uma fazenda da Polato Sementes, localizada em Pedra Preta, Mato Grosso. O uso de conectividade e inteligência de dados permite a integração de máquinas agrícolas, informações climáticas e indicadores operacionais em tempo real, transformando a maneira como a produção rural é gerida.
Com um sistema que coleta e analisa milhares de dados diariamente, a propriedade consegue tomar decisões mais rápidas e precisas. Isso resulta na redução de desperdícios e na otimização do uso de insumos, preparando o campo para uma nova fase que prioriza a inteligência artificial na agricultura.
Agricultura de precisão evolui para agricultura de decisão
Odair Henrique Dias, coordenador de Agricultura de Precisão da Polato Sementes, destaca que a tecnologia revolucionou a administração das operações agrícolas. O conceito de agricultura de precisão, que se baseia na aplicação localizada de recursos, agora evolui para uma abordagem de decisão, onde os dados orientam estratégias produtivas e ajudam a antecipar problemas.
Essa transformação é vista como um passo importante rumo à Agricultura 5.0, que integra máquinas conectadas, sensores e softwares para uma operação mais eficiente. A empresa acredita que essa nova fase permitirá um controle ainda maior sobre as atividades no campo.
Tecnologia garante rastreabilidade na produção de sementes
Na produção de sementes, a Polato Sementes utiliza o monitoramento digital para assegurar um controle rigoroso de todas as etapas produtivas. Fabio Andre Schmidt, Head de Operações Agrícolas, ressalta que a rastreabilidade é um dos principais benefícios do sistema, permitindo um acompanhamento detalhado desde o plantio até a colheita.
Esse controle é fundamental para garantir a qualidade das sementes e maximizar o aproveitamento dos campos, além de possibilitar a identificação de variações no desenvolvimento das lavouras.
Dados ajudam fazenda a reduzir custos e melhorar eficiência das máquinas
Os dados coletados são transformados em informações estratégicas por meio de painéis de Business Intelligence (BI), que permitem comparações entre safras e análises detalhadas do desempenho dos equipamentos. Um exemplo prático dessa análise foi a avaliação de diferentes modelos de plantadeiras, que resultou na escolha de um equipamento mais eficiente em termos de consumo de combustível e manutenção.
Essa abordagem baseada em dados não só melhora a eficiência operacional, mas também contribui para a redução de custos, um fator crucial para a sustentabilidade econômica da propriedade.
Aplicação inteligente reduz consumo de defensivos agrícolas
A tecnologia também trouxe avanços significativos no uso de insumos agrícolas. Sensores nas máquinas permitem a aplicação precisa de defensivos, evitando sobreposições e resultando em economias de até 90% em alguns casos. Na cultura do algodão, ajustes automáticos na aplicação de reguladores de crescimento garantiram uma redução média de 43,85% no volume de produtos utilizados, mantendo a eficiência agronômica.
Conectividade no campo é fundamental para agricultura digital
Para garantir a integração entre máquinas e sistemas, a fazenda investiu em uma infraestrutura de comunicação robusta, com torres de conectividade que permitem o envio imediato de informações. Essa conectividade é essencial para o monitoramento em tempo real e para a tomada de decisões rápidas e informadas.
Inteligência artificial será o próximo passo da agricultura conectada
Com a abundância de dados disponíveis, o próximo desafio da Polato Sementes é ampliar o uso da inteligência artificial para interpretar essas informações. A expectativa é que essa tecnologia ajude a identificar padrões e prever cenários, apoiando os produtores na tomada de decisões estratégicas.
A experiência da Polato Sementes ilustra como a agricultura brasileira está se adaptando a novas tecnologias, onde a conectividade e a inteligência de dados se tornam essenciais para aumentar a produtividade e a sustentabilidade no campo.











