Previa: O juiz Milton Lívio Leão Salles, do TJ-MG, gerou polêmica ao ser flagrado bebendo vinho durante uma sessão virtual. Em resposta, ele fez graves acusações contra instituições do Judiciário, chamando-os de corruptos.
O juiz de Direito Milton Lívio Leão Salles, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), está no centro de uma controvérsia após a divulgação de um vídeo onde aparece consumindo vinho e fumando durante uma sessão virtual de julgamento. A situação gerou uma onda de críticas e questionamentos sobre a conduta do magistrado.
Em um novo vídeo, Salles se defendeu das acusações de má conduta, alegando ser vítima de “difamação”. Durante a gravação, ele não poupou críticas ao TJ-MG, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), além de atacar diretamente o ministro Alexandre de Moraes, chamando-os de corruptos.
“Tenho 36 anos de magistratura e quero deixar um depoimento sobre essa difamação que estão fazendo contra mim. Esse Tribunal de Justiça de Minas Gerais, esse STJ, o STF, o Alexandre Moraes, são todos uns corruptos”, declarou Salles, evidenciando sua indignação.
Acusações de corrupção e irregularidades
Além das críticas, o juiz mencionou ter conhecimento de supostas irregularidades dentro do TJ-MG. Ele citou, por exemplo, a compra de mais de 170 veículos Toyota Corolla híbridos, levantando suspeitas sobre a transparência e a gestão financeira do tribunal.
“Sei de muita coisa desse tribunal. Sei de corrupção”, afirmou, sugerindo que há problemas mais profundos na estrutura do Judiciário. Salles também criticou a subutilização dos prédios do tribunal, que, segundo ele, continuam gerando despesas desnecessárias devido à implementação de processos eletrônicos.
A reação a suas declarações não tardou. O ex-presidente do TJMG, Nelson Missias de Morais, apresentou uma queixa-crime contra Salles por injúria, em resposta às acusações feitas na gravação. A situação se agrava, colocando a conduta do juiz sob escrutínio.
O episódio se intensificou após a divulgação das imagens da sessão remota, onde Salles foi flagrado levando uma garrafa de vinho à boca e acendendo um cigarro com um maçarico. A cena inusitada levou à interrupção da sessão, gerando ainda mais repercussão sobre a seriedade das reuniões judiciais.
Em resposta à polêmica, o TJ-MG anunciou que iniciará uma apuração “imediata e rigorosa” sobre a conduta do juiz. A situação levanta questões sobre a ética e a responsabilidade dos magistrados, além de impactar a confiança da população nas instituições judiciais.











