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Preço do frango cai no Brasil com aumento da oferta, mas exportações seguem em alta

O mercado de frango no Brasil enfrenta uma queda nos preços devido ao aumento da oferta, enquanto as exportações se preparam para um novo recorde em 2026.

Preço do frango cai no Brasil com aumento da oferta, mas exportações seguem em alta

Previa: O mercado de frango no Brasil enfrenta uma queda nos preços devido ao aumento da oferta, enquanto as exportações se preparam para um novo recorde em 2026. O equilíbrio entre oferta e demanda se torna crucial para a sustentabilidade do setor.

O setor avícola brasileiro encerrou a semana com uma nova queda nos preços do frango vivo e da carne no atacado. Esse movimento é impulsionado pelo aumento da oferta de aves para abate, que pressiona as cotações internas. Apesar desse cenário, as exportações continuam a ser um pilar de sustentação para a cadeia produtiva, com previsões otimistas para os próximos anos.

De acordo com a análise da Safras & Mercado, a maior disponibilidade de aves tem gerado um impacto significativo nos preços em diversas regiões produtoras do Brasil. A necessidade de ajustes na produção é evidente, uma vez que a oferta supera a demanda doméstica, o que pode levar a um desequilíbrio no mercado.

Impacto nos Preços do Frango

Fernando Henrique Iglesias, analista do setor, destaca que a atual fase de maior disponibilidade de aves tem resultado em uma redução nos preços tanto do frango vivo quanto da carne no atacado. Mesmo em períodos tradicionalmente favoráveis ao consumo, os preços dos cortes mais procurados estão em queda, refletindo a pressão da oferta.

Além disso, a carne bovina permanece em patamares elevados, o que torna o frango uma alternativa mais acessível para os consumidores. Essa dinâmica pode influenciar as escolhas dos consumidores e, consequentemente, a demanda por carne de frango no mercado interno.

Custos de Produção e Exportações

Um aspecto positivo para os produtores é a estabilidade nos custos de produção. A ampla disponibilidade de milho e farelo de soja, essenciais para a alimentação das aves, tem ajudado a manter os custos nutricionais sob controle. Isso minimiza a pressão sobre as margens da avicultura, mesmo com a queda nos preços internos.

Enquanto o mercado interno enfrenta desafios, as exportações de carne de aves seguem em um ritmo forte. As previsões indicam que o Brasil pode superar 5,6 milhões de toneladas em embarques em 2026, consolidando sua posição como o maior exportador mundial do produto. Em julho, as exportações geraram uma receita de US$ 898,7 milhões, com um volume de 482,4 mil toneladas.

Desempenho no Atacado e Mercado de Aves Vivas

O levantamento semanal da Safras & Mercado revelou que a maioria dos cortes comercializados no atacado paulista registrou queda nos preços. Por exemplo, o preço do peito congelado caiu de R$ 8,50 para R$ 8,10 por quilo. Em contrapartida, a asa apresentou uma valorização, subindo de R$ 11,00 para R$ 11,50 por quilo, devido à maior procura por esse corte específico.

No mercado de aves vivas, São Paulo observou uma nova queda nos preços, com o quilo do frango vivo passando de R$ 5,10 para R$ 5,00. Em outras regiões, como o Sul e o Centro-Oeste, os preços se mantiveram estáveis, variando entre R$ 4,55 e R$ 4,75 por quilo.

Perspectivas para o Setor Avícola

Apesar da pressão sobre os preços internos, as perspectivas para a avicultura brasileira permanecem positivas. A demanda internacional robusta, o crescimento das exportações e os custos de alimentação controlados são fatores que sustentam essa visão otimista. Especialistas alertam, no entanto, que o ajuste no ritmo de alojamento será fundamental para evitar excessos de oferta e garantir a rentabilidade dos produtores nos próximos meses.

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