Previa: O preço do milho no Brasil subiu em julho de 2026, impulsionado pela menor oferta dos produtores e preocupações com o clima nos Estados Unidos. O cenário internacional e a demanda cautelosa também influenciam o mercado interno.
O mercado de milho brasileiro apresentou uma valorização significativa em julho de 2026. Essa alta foi impulsionada pela redução na disposição dos produtores em comercializar o cereal e pela crescente preocupação com as condições climáticas nos Estados Unidos, que afetaram as expectativas de produção.
De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o clima seco e as temperaturas elevadas nas regiões produtoras norte-americanas elevaram as cotações futuras do milho na Bolsa de Chicago. Essa situação, por sua vez, impactou positivamente os preços no Brasil, onde a oferta do produto diminuiu.
Demanda cautelosa e chegada da safrinha
Apesar do aumento nos preços, a atuação dos compradores foi mais moderada ao longo do mês. Indústrias e consumidores relataram níveis confortáveis de abastecimento e adotaram uma postura cautelosa, aguardando a entrada da safra de milho safrinha em algumas regiões.
Além disso, muitos contratos já firmados anteriormente atenderam parte da demanda industrial, o que diminuiu a necessidade de novas compras no mercado spot. Essa situação contribuiu para a estabilidade dos preços, mesmo em um cenário de alta.
Exportação e preços médios
A melhora na paridade de exportação também foi um fator positivo para o mercado interno. A recuperação das cotações internacionais em Chicago, combinada com a estabilidade do dólar, ajudou a elevar as expectativas de comercialização do milho brasileiro.
O preço médio da saca de milho no Brasil encerrou julho cotado em R$ 61,75, representando uma alta de 2,42% em relação ao mês anterior. Os principais mercados apresentaram variações significativas, com Rondonópolis (MT) registrando um aumento expressivo de 7,69%.
Exportações e cenário futuro
As exportações de milho do Brasil totalizaram US$ 309,96 milhões em julho, com um volume embarcado de 1,347 milhão de toneladas. Apesar da queda em relação ao ano anterior, o preço médio da tonelada exportada aumentou, indicando uma valorização das cotações internacionais.
Nos próximos dias, o mercado deve continuar monitorando o clima nos Estados Unidos e o avanço da colheita da segunda safra brasileira. A expectativa é de que a combinação de menor oferta e incertezas climáticas mantenha os preços sustentados no início de agosto.











