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Mercado de feijão ajusta preços com terceira safra, mas qualidade sustenta cotações

O mercado de feijão no Brasil passa por mudanças significativas com a chegada da terceira safra, impactando os preços e a dinâmica de oferta e demanda.

Mercado de feijão ajusta preços com terceira safra, mas qualidade sustenta cotações

Previa: O mercado de feijão no Brasil passa por mudanças significativas com a chegada da terceira safra, impactando os preços e a dinâmica de oferta e demanda. Enquanto o feijão carioca vê uma correção nos preços, o feijão preto mantém sua estabilidade devido à oferta limitada.

Recentemente, o mercado brasileiro de feijão apresentou uma alteração importante, impulsionada pela entrada gradual da terceira safra 2025/26. Essa mudança tem afetado o equilíbrio entre oferta e demanda, especialmente em estados como Minas Gerais e Goiás, onde a disponibilidade do produto aumentou.

Com a maior oferta, a pressão sobre o feijão carioca diminuiu, levando a um cenário onde as empacotadoras estão adotando uma postura mais cautelosa, realizando compras apenas para reposição imediata de estoques. Essa mudança representa uma transição de um mercado anteriormente dominado pela disputa por mercadorias para uma fase de formação técnica de preços.

Impacto nos Preços do Feijão Carioca

Os preços do feijão carioca passaram por uma correção significativa após um período de valorização acentuada. As cotações, que anteriormente variavam entre R$ 380 e R$ 440 por saca CIF São Paulo, agora estão na faixa de R$ 330 a R$ 340, com algumas transações chegando a R$ 320.

Os padrões comerciais mantêm-se entre R$ 270 e R$ 300 por saca CIF São Paulo, refletindo uma postura mais seletiva dos compradores. As maiores quedas nos preços ocorreram nas regiões que haviam registrado as maiores valorizações anteriormente, como o interior de São Paulo e o Triângulo Mineiro.

A qualidade do produto continua a ser um fator crucial, com os melhores lotes ainda apresentando preços mais firmes, mesmo em um cenário de maior oferta. A indústria, por sua vez, tem reduzido o ritmo de compras, aguardando novas referências de preços antes de realizar novas aquisições.

Feijão Preto: Estabilidade em Meio à Escassez

Por outro lado, o mercado do feijão preto se comporta de maneira diferente, apresentando maior equilíbrio. A menor disponibilidade de produtos de qualidade após o encerramento da segunda safra 2025/26 tem sustentado os preços, que permanecem estáveis entre R$ 260 e R$ 270 por saca CIF São Paulo.

Os padrões comerciais para o feijão preto estão na faixa de R$ 220 a R$ 230 por saca CIF SP, e novas referências para produtos diferenciados estão surgindo, como o feijão preto nacional maquinado, próximo de R$ 280/saca.

A liquidez no mercado de feijão preto permanece reduzida, mas sem pressão vendedora significativa, com produtores e compradores adotando uma postura cautelosa. Essa dinâmica reflete a necessidade de atender apenas às demandas imediatas de abastecimento.

À medida que o mercado avança, a qualidade dos grãos continua a ser um fator determinante para a formação dos preços. A expectativa é que a tendência de preços mais firmes para produtos de alta qualidade persista, enquanto a oferta da terceira safra continua a influenciar as cotações do feijão carioca.

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