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Cachaça mineira avança em qualidade e mercado com workshop sobre regularização e inovação

A cachaça mineira busca se profissionalizar e conquistar novos mercados com a realização do I Workshop da Cachaça Mineira, que abordou a regularização e a inovação no setor.

Cachaça mineira avança em qualidade e mercado com workshop sobre regularização e inovação

Previa: A cachaça mineira busca se profissionalizar e conquistar novos mercados com a realização do I Workshop da Cachaça Mineira, que abordou a regularização e a inovação no setor. O evento destacou a importância de combater a informalidade e adotar boas práticas de produção.

A cadeia produtiva da cachaça em Minas Gerais avançou durante a 96ª Semana do Fazendeiro, na Universidade Federal de Viçosa (UFV). O I Workshop da Cachaça Mineira reuniu produtores, pesquisadores e representantes do governo para discutir os desafios do setor, incluindo a regularização dos alambiques e a melhoria da qualidade do produto.

Promovido pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) em parceria com a UFV e outras instituições, o evento enfatizou que a tradição artesanal deve se alinhar à legislação e às boas práticas de fabricação. Essa abordagem é fundamental para garantir acesso a novos mercados e agregar valor à cachaça brasileira.

Desafios da Informalidade no Setor

Embora Minas Gerais seja líder na produção e exportação de cachaça, a informalidade ainda é um grande obstáculo. Dados apresentados no workshop indicam que entre 80% e 90% dos produtores operam fora da legalidade, o que limita o crescimento do setor e dificulta a participação em concursos e certificações.

A elevada informalidade não apenas reduz oportunidades comerciais, mas também impede que os produtores se destaquem em um mercado cada vez mais competitivo. A regularização é vista como uma oportunidade de crescimento econômico e valorização da bebida.

Inovação e Regularização como Caminhos para o Sucesso

Durante o workshop, especialistas ressaltaram que a legalização dos alambiques é crucial para o crescimento do setor. Palestras de pesquisadores de instituições renomadas abordaram temas como qualidade da produção e inovação tecnológica.

Os participantes também conheceram a campanha “O Legal Merece um Brinde”, que visa conscientizar sobre a importância de consumir produtos registrados e produzidos dentro das normas sanitárias.

Um exemplo de sucesso foi apresentado por Douglas Moreira de Resende, da Cachaçaria Sô Nicó. Após regularizar seu alambique, ele conseguiu expandir sua produção e conquistar prêmios, demonstrando como a formalização pode transformar pequenos negócios em referências de qualidade.

A Importância da Segurança Alimentar

O fiscal agropecuário do IMA, Wagner Dibai, destacou que a cachaça deve ser tratada como qualquer alimento destinado ao consumo humano. O registro no Ministério da Agricultura garante que a produção atenda às normas higiênico-sanitárias, assegurando qualidade e segurança ao consumidor.

Ele também mencionou que muitos produtores hesitam em se formalizar por acreditarem que isso aumentaria os custos. No entanto, a formalização pode abrir portas para novos mercados e melhorar o posicionamento da marca.

Combate ao Mercado Ilegal

A Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE) participou do evento, reforçando seu compromisso com a produção regular e o combate à ilegalidade. O coordenador adjunto do Comitê de Combate ao Mercado Ilegal, Gabriel Leôncio Lima, apresentou ações para incentivar a formalização e aumentar a competitividade do setor.

O trabalho conjunto entre a ABRABE e instituições públicas é visto como essencial para elevar os padrões de qualidade da cachaça e conscientizar os produtores sobre a importância da legalidade.

O I Workshop da Cachaça Mineira se consolidou como um espaço estratégico para integrar ciência, tecnologia e tradição, apontando que o futuro da cachaça brasileira depende da união entre inovação, regularização e qualificação da produção.

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