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Sete jogos de PS5 vendem 100 mil cópias físicas e reforçam fim dos discos

A venda de jogos físicos para PlayStation está em declínio acentuado, com apenas sete títulos superando 100 mil cópias vendidas em 2026.

Sete jogos de PS5 vendem 100 mil cópias físicas e reforçam fim dos discos

Previa: A venda de jogos físicos para PlayStation está em declínio acentuado, com apenas sete títulos superando 100 mil cópias vendidas em 2026. A Sony planeja encerrar a fabricação de mídias físicas em 2028, refletindo uma mudança significativa no mercado de games.

A discussão sobre a extinção dos discos no universo dos games continua a ganhar força, especialmente após o anúncio da Sony sobre o fim da produção de mídias físicas de PlayStation a partir de janeiro de 2028. Os dados de vendas, no entanto, revelam um cenário que pode justificar essa decisão.

Discos de games parecem caminhar para a extinção

Conforme informações do analista Mat Piscatella, do grupo Circana, apenas sete jogos de PlayStation conseguiram ultrapassar a marca de 100 mil cópias físicas vendidas nos Estados Unidos em 2026. Essa estatística destaca uma queda drástica na demanda por discos, com apenas dois títulos alcançando mais de 10 mil vendas em uma única semana no mercado americano.

Embora alguns lançamentos, como EA Sports FC 26 e Resident Evil Requiem, ainda apresentem números relevantes em vendas físicas, estes são casos isolados. Resident Evil Requiem, por exemplo, teve aproximadamente 27,8% de suas 3,5 milhões de cópias vendidas em formato físico, mas isso não é suficiente para justificar a produção em larga escala que a indústria demanda.

O declínio nas vendas de discos é parte de uma transição que vem ocorrendo ao longo dos anos. Dados de Piscatella mostram que o gasto dos consumidores americanos com discos caiu de US$ 11,5 bilhões em 2009 para apenas US$ 1,6 bilhão em 2026. Além disso, mais da metade dos consoles Xbox Series e mais de 25% dos PS5 em circulação nos EUA são modelos sem leitor de disco.

Com esse panorama, especialistas da indústria acreditam que a Sony dificilmente reverterá sua estratégia de migração para o digital. Para os defensores do formato físico, a mensagem é clara: é preciso comprar os discos se realmente desejam que eles continuem disponíveis no mercado.

É importante ressaltar que a realidade nos Estados Unidos difere da brasileira. Enquanto os consumidores americanos têm maior poder aquisitivo, muitos brasileiros recorrem a alternativas como empréstimos, trocas e compra de jogos usados, o que mantém o mercado de mídias físicas mais ativo no Brasil. O alto custo dos jogos pode fazer com que o formato físico ainda tenha um papel relevante no país.

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