Previa: O governo brasileiro prevê que o novo tarifaço dos Estados Unidos afetará cerca de 18% das exportações para o país, totalizando US$ 7,4 bilhões. A medida, que entra em vigor em 22 de julho, gerou reações e promessas de apoio do governo federal aos setores impactados.
O governo federal anunciou que as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos devem impactar significativamente as exportações brasileiras. O ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias, revelou que a previsão é de que 18% das exportações para os EUA sejam afetadas, o que representa um montante de US$ 7,4 bilhões, considerando o ano de 2024.
O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que, para mitigar os efeitos dessa medida, o governo lançará um programa de apoio voltado aos setores econômicos que sofrerão com as tarifas. A decisão dos EUA, que estabelece uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, foi anunciada após uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
Reação do governo brasileiro
Durante uma coletiva de imprensa, Alckmin classificou a nova tarifa como “injusta e descabida”, ressaltando que, nos últimos 15 anos, os EUA apresentaram superávit na balança comercial com o Brasil. Ele também mencionou que o governo está considerando a aplicação da Lei da Reciprocidade, que permite ao Brasil adotar medidas equivalentes contra países que impõem barreiras unilaterais.
Além de Alckmin e Márcio Elias, a coletiva contou com a presença de outros ministros, incluindo Dario Durigan (Fazenda) e Mauro Vieira (Relações Exteriores), que também criticaram a imposição das tarifas. Vieira afirmou que a medida foi uma retaliação ao fato de que o Brasil não se curvou às exigências dos EUA.
Impactos das tarifas
- As tarifas de 25% afetarão uma variedade de produtos, incluindo maquinário agrícola, calçados, vestuário e alimentos como etanol e açúcar orgânico.
- Produtos considerados essenciais para a cadeia de consumo americana, como café e carne bovina, ficarão isentos das novas tarifas.
- O governo brasileiro já iniciou os trâmites para acionar a Lei da Reciprocidade e retomar o tema no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).
A aplicação das tarifas gerou um clima de tensão nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O governo brasileiro condenou a medida, chamando-a de desproporcional e inaceitável, e prometeu agir para proteger os interesses nacionais.
Com a proximidade da data de implementação das tarifas, o governo brasileiro se mobiliza para minimizar os impactos e buscar soluções que garantam a competitividade das exportações nacionais no mercado internacional.











