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Exportações globais de café verde caem 4,1% em maio; arábica brasileiro sofre queda acentuada

As exportações globais de café verde caíram 4,1% em maio de 2026, com destaque para a queda acentuada nos embarques de arábica brasileiro.

Exportações globais de café verde caem 4,1% em maio; arábica brasileiro sofre queda acentuada

Previa: As exportações globais de café verde caíram 4,1% em maio de 2026, com destaque para a queda acentuada nos embarques de arábica brasileiro. O cenário reflete uma redução contínua na disponibilidade dessa variedade no mercado internacional.

As exportações de café verde no mundo apresentaram uma queda significativa em maio de 2026, totalizando 10,8 milhões de sacas de 60 quilos. Os dados, divulgados pela Organização Internacional do Café (OIC), mostram uma redução de 4,1% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Essa diminuição é atribuída principalmente à forte retração nos embarques da variedade arábica, especialmente do segmento Brazil Naturals, que enfrenta seu 15º mês consecutivo de queda.

A diminuição nas exportações de arábica reflete um cenário de menor disponibilidade desse tipo de café no mercado global. Em contrapartida, o café robusta tem ganhado espaço, mostrando um crescimento nas exportações. Essa mudança no perfil das exportações pode ter implicações significativas para a dinâmica do mercado de café.

Exportações acumuladas também apresentam retração

De acordo com a OIC, o volume acumulado de exportações de café verde na temporada 2025/26 caiu 1,1% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Esse resultado evidencia um mercado ainda impactado pela escassez de cafés arábica em países produtores, com o Brasil se destacando nesse contexto.

O maior impacto foi observado nos embarques da categoria Brazil Naturals, que é predominantemente composta por cafés arábica brasileiros. Em maio, as exportações dessa variedade caíram 17,2%, totalizando 2,73 milhões de sacas. Esse desempenho negativo é reflexo da menor disponibilidade do produto e dos efeitos das safras anteriores, que afetaram a produção.

Além do Brazil Naturals, outras categorias de arábica também apresentaram quedas nas exportações. Os embarques da categoria Colombian Milds caíram 1,7%, enquanto os chamados Outros Suaves registraram uma retração de 2,8%, totalizando 2,75 milhões de sacas exportadas.

Robusta avança e Brasil amplia participação

Em contraste com o arábica, o café robusta teve um desempenho positivo no comércio internacional. As exportações globais dessa variedade cresceram 4,8% em maio, alcançando 4,34 milhões de sacas. O Brasil, em particular, teve um aumento expressivo, com embarques de robusta subindo 195,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 610 mil sacas.

O robusta é amplamente utilizado na indústria de café solúvel e em blends para o consumo mundial, um segmento que continua a apresentar demanda consistente. Essa tendência pode indicar uma mudança no perfil de consumo global, com o robusta se tornando cada vez mais relevante.

Mercado acompanha mudança no perfil da oferta global

Os dados da OIC reforçam uma tendência observada nos últimos meses: enquanto a oferta de cafés arábica permanece restrita, o robusta amplia sua participação no comércio internacional. Essa mudança pode influenciar o equilíbrio entre oferta e demanda ao longo da temporada, impactando as estratégias de exportação dos países produtores e a formação dos preços internacionais do café.

Com o Brasil consolidado como o maior produtor e exportador mundial de café, o comportamento das próximas safras e o ritmo dos embarques serão determinantes para a dinâmica do mercado global da commodity. O acompanhamento dessas variáveis será essencial para entender as futuras movimentações do setor e suas implicações econômicas.

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