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Projeto Flautistas da Marambaia ensina alunos do Rio sobre manguezais e música

Um projeto inovador no Rio de Janeiro une música e educação ambiental, conscientizando alunos sobre a importância dos manguezais e da biodiversidade local.

Projeto Flautistas da Marambaia ensina alunos do Rio sobre manguezais e música

Previa: Um projeto inovador no Rio de Janeiro une música e educação ambiental, conscientizando alunos sobre a importância dos manguezais e da biodiversidade local. As atividades, que ocorrem no Sítio Roberto Burle Marx, têm como objetivo valorizar a cultura e o meio ambiente.

Alunos de escolas da Zona Oeste do Rio de Janeiro estão participando de um projeto que combina educação musical e conscientização ambiental. Desde fevereiro deste ano, o Projeto Flautistas da Marambaia oferece aulas no Sítio Roberto Burle Marx, um Patrimônio Mundial reconhecido pela Unesco. Os estudantes aprendem sobre a importância da conservação do meio ambiente enquanto desenvolvem habilidades musicais.

No próximo dia 13, os alunos participarão de um passeio guiado que os levará a explorar a biodiversidade e os ecossistemas marinhos e costeiros da região. As visitas estão programadas para ocorrer em dois horários: pela manhã, das 9h às 11h, e à tarde, das 13h às 16h. Essa experiência prática é fundamental para que as crianças compreendam a relevância dos manguezais e da cultura local.

Integração entre arte e meio ambiente

A ação é realizada em parceria com o Laboratório de Geografia Marinha e Gestão Costeira Integrada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (GeoMarinha/UFRJ). O objetivo é integrar o aprendizado artístico com a conscientização ambiental, utilizando a música, a dança e o canto como ferramentas de educação. As visitas aos ecossistemas ocorrerão semestralmente, sempre com o intuito de aproximar os jovens da natureza.

Claudia Ernest Dias, criadora do projeto, destaca a importância de valorizar o mangue, que muitas vezes é visto de forma negativa. “O mangue é um bioma espetacular e muito importante na cadeia ecológica”, afirma. O projeto também busca combater preconceitos, mostrando aos alunos que o mangue é um espaço rico em biodiversidade e essencial para a vida marinha.

A professora Flavia Lins de Barros, coordenadora do Laboratório de Geografia Marinha, complementa que o manguezal é um ecossistema fundamental que captura carbono e protege a costa da erosão. “70% da vida do oceano entra lá para desovar e se proteger”, explica. Essa relação entre o valor ecológico e a percepção social é um dos focos do projeto, que visa transformar a visão dos alunos sobre o ambiente que os cerca.

Com a mudança para o Sítio Roberto Burle Marx, o projeto expandiu seu alcance, agora envolvendo alunos de diversas escolas municipais. Até o momento, mais de 1.200 crianças e jovens já participaram das atividades, que incluem aulas de canto, flauta doce e flauta transversa, além de vivências cênicas.

Flavia Lins de Barros observa uma mudança significativa no comportamento dos alunos ao longo do tempo. Inicialmente, poucos se identificavam com o manguezal, mas agora muitos se mostram orgulhosos de conhecer e valorizar esse ecossistema. “Eles se sentem confiantes e dizem que conhecem e ‘sou o principal porque conheço melhor’”, relata.

O Projeto Flautistas da Marambaia não apenas promove a educação musical, mas também oferece uma alternativa cultural para a comunidade de Barra de Guaratiba. Através da música popular brasileira e da valorização do meio ambiente, os alunos têm a oportunidade de expressar suas vivências e se conectar com a natureza que os rodeia.

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