Prévia: As exportações de suco de laranja do Brasil apresentaram crescimento em volume na safra 2025/26, mas a queda nos preços internacionais resultou em uma significativa redução na receita. O cenário reflete uma mudança no mercado global, com maior oferta e preços mais equilibrados.
As exportações brasileiras de suco de laranja encerraram a safra 2025/26 com um aumento no volume embarcado, totalizando 806,7 mil toneladas, o que representa um crescimento de 4% em relação à safra anterior. No entanto, essa boa notícia é ofuscada pela queda expressiva na receita cambial, que caiu 27,3%, passando de US$ 3,48 bilhões na safra 2024/25 para US$ 2,53 bilhões na temporada atual.
Queda nos preços e aumento da oferta
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a principal razão para a redução na receita é a diminuição das cotações internacionais. Após um período de escassez de produto e preços recordes, o mercado global está passando por uma recuperação da oferta, o que tem levado a uma acomodação nos preços.
Nos últimos dois anos, o setor de suco de laranja enfrentou uma forte restrição de oferta, o que sustentou os preços elevados. Com a recuperação gradual da produção mundial, a disponibilidade do produto aumentou, resultando em valores mais equilibrados no mercado.
Demanda consistente e novos desafios
Apesar da queda nos preços, a demanda internacional por suco de laranja permanece robusta, especialmente com o aumento das compras por parte dos Estados Unidos e da União Europeia. O suco não concentrado (NFC) tem ganhado destaque, ampliando sua participação no comércio internacional.
Para o setor citrícola brasileiro, o crescimento nos embarques é um sinal positivo, mas a redução nas cotações exige maior eficiência da cadeia produtiva para garantir a rentabilidade. O comportamento dos preços internacionais será um fator crucial para o desempenho do setor na próxima safra.
O cenário atual destaca a importância de estratégias que visem a sustentabilidade e a inovação na produção, permitindo que os produtores se adaptem às novas condições do mercado e mantenham sua competitividade em um ambiente global em constante mudança.











