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Governo do Rio promete regularizar salários atrasados do programa Rio Sem LGBTIfobia

O governo do Rio de Janeiro anunciou que regularizará os salários atrasados dos trabalhadores do programa Rio Sem LGBTIfobia, que estão sem receber desde abril.

Governo do Rio promete regularizar salários atrasados do programa Rio Sem LGBTIfobia

Prévia: O governo do Rio de Janeiro anunciou que regularizará os salários atrasados dos trabalhadores do programa Rio Sem LGBTIfobia, que estão sem receber desde abril. A situação gerou protestos e um estado de greve entre os funcionários.

O governo do Estado do Rio de Janeiro se comprometeu a quitar os salários pendentes dos trabalhadores do Programa Estadual Rio Sem LGBTIfobia. Os pagamentos estão atrasados desde abril e a situação levou os funcionários a decretarem estado de greve na semana passada. A informação foi divulgada em uma nota oficial e durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O secretário de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Anderson Coelho, atribuiu o atraso a um decreto assinado pelo governador interino Ricardo Couto. Este decreto estabelece uma fiscalização mais rigorosa sobre contratos superiores a R$ 10 milhões, exigindo a aprovação de um órgão jurídico para sua execução.

Coelho enfatizou a importância de resolver a situação, afirmando que diversas forças, incluindo governo, deputados e movimentos sociais, estão unidas em prol da causa. Ele destacou que o programa é uma iniciativa nobre e que todos estão comprometidos em encontrar uma solução.

Demandas e Desafios

Além da regularização dos salários, ainda não há uma posição clara do governo sobre a suspensão das contratações previstas em um processo seletivo realizado em 2025. Candidatos que foram aprovados e convocados para exames admissionais ainda aguardam uma definição.

A coordenadora do Centro de Cidadania LGBTI+ Baixada, Sharlene Rosa, expressou preocupação com a situação dos trabalhadores que deixaram outros empregos para se dedicar ao programa. Ela ressaltou a necessidade de convocar os aprovados para garantir a continuidade do atendimento à população.

Durante a audiência, trabalhadores do programa relataram que, mesmo com os salários atrasados, continuam a prestar serviços essenciais. Fernanda Machado, uma das funcionárias, afirmou que o programa, que já existe há 16 anos, não pode parar. Ela destacou a resiliência da equipe, que tem arcado com despesas do próprio bolso para manter os serviços em funcionamento.

Valorização e Ampliação das Políticas Públicas

A ativista transgênero Indianara Siqueira pediu a valorização dos profissionais que mantêm o programa ativo. Ela enfatizou que é fundamental reconhecer o trabalho desses trabalhadores para evitar a precarização de suas condições. A deputada estadual Dani Balbi também reforçou a importância de ampliar o programa, destacando as dificuldades enfrentadas por pessoas da comunidade LGBTI+ no mercado de trabalho.

A vereadora Mônica Benício pediu um fortalecimento das políticas públicas voltadas para a comunidade, ressaltando que não se trata de um favor, mas de um direito. Ela pediu que o governo não apenas mantenha, mas amplie o programa, que é resultado de lutas históricas e deve continuar a existir.

O Programa Rio Sem LGBTIfobia

Criado pela Lei Estadual nº 9.496/2021, o Programa Rio Sem LGBTIfobia é gerido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSODH), em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). O programa oferece uma gama de serviços, incluindo atendimento psicológico, orientação jurídica e acolhimento social, visando atender a população em situação de vulnerabilidade.

Com uma estrutura que conta com mais de 300 profissionais, o programa mantém 23 centros regionalizados e presta suporte a diversos órgãos da rede de garantia de direitos. Em 2024, foram realizados 17.643 atendimentos, e em 2025, 12.470 atendimentos foram registrados, com números parciais para 2026 até o momento.

A continuidade e o fortalecimento do programa são essenciais para garantir os direitos da comunidade LGBTI+ e promover a inclusão social, em um contexto onde a luta por direitos humanos é cada vez mais necessária.

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