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Etanol tem queda de 13% no início da safra 2026/27 com aumento da produção

O mercado de etanol no Brasil enfrenta uma queda significativa de preços no início da safra 2026/27, impulsionada pelo aumento da produção de cana-de-açúcar e milho.

Etanol tem queda de 13% no início da safra 2026/27 com aumento da produção

Prévia: O mercado de etanol no Brasil enfrenta uma queda significativa de preços no início da safra 2026/27, impulsionada pelo aumento da produção de cana-de-açúcar e milho. A situação reflete um cenário de oferta elevada que pressiona as cotações do biocombustível.

O primeiro trimestre da safra 2026/27 foi marcado por uma forte desvalorização do etanol, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O aumento na oferta de biocombustíveis, tanto da cana-de-açúcar quanto do milho, resultou em uma pressão significativa sobre os preços no mercado paulista.

O etanol hidratado teve uma média de R$ 2,3510 por litro entre abril e junho de 2026, apresentando uma queda real de 13,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior, considerando a correção pelo IGP-M de junho. Já o etanol anidro também sofreu retração, com uma cotação média de R$ 2,6868 por litro, o que representa uma redução real de 12,4% em relação ao primeiro trimestre da safra passada.

Oferta elevada pressiona mercado de etanol

De acordo com os pesquisadores do Cepea, o aumento na moagem de cana-de-açúcar e a expansão da produção de etanol de milho ampliaram a oferta disponível no mercado. Essa situação intensificou a concorrência entre os produtores, diminuindo o poder de sustentação dos preços ao longo do trimestre.

Apesar da tendência de queda, o mercado apresentou oscilações pontuais durante junho, refletindo a dinâmica de oferta e demanda. As condições climáticas, que impactaram as operações em várias regiões, também contribuíram para essa volatilidade.

Chuvas provocam interrupções nas usinas

As chuvas em diversas áreas produtoras dificultaram o ritmo das operações industriais, levando a paralisações temporárias em algumas usinas. Essa interrupção momentânea na oferta permitiu reajustes pontuais nos preços, mas também forçou outras usinas a venderem o produto a valores inferiores para manter o fluxo de vendas.

Esse cenário de liquidez reduzida nas negociações impactou a dinâmica de preços, evidenciando a fragilidade do mercado diante de condições climáticas adversas.

Distribuidoras mantêm postura conservadora

Do lado da demanda, as distribuidoras adotaram uma postura cautelosa. A maioria dos compradores limitou as aquisições a pequenos volumes, uma vez que negociações maiores já haviam sido realizadas anteriormente. Esse comportamento conservador contribuiu para a diminuição da intensidade das negociações no mercado spot, reforçando a pressão baixista sobre os preços do etanol.

Perspectivas para a safra

Com a safra de cana-de-açúcar avançando e a produção de etanol de milho se mantendo elevada, o mercado deve continuar atento ao equilíbrio entre oferta e demanda nos próximos meses. A evolução das condições climáticas, o ritmo da moagem e o comportamento das distribuidoras serão fatores cruciais para a formação dos preços do biocombustível no Brasil durante a safra 2026/27.

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