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Samarco prorroga adesão ao programa de indenização por tragédia em Mariana até 15 de agosto

A mineradora Samarco estendeu o prazo para adesão ao Programa Indenizatório Definitivo, visando beneficiar mais pessoas afetadas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana.

Samarco prorroga adesão ao programa de indenização por tragédia em Mariana até 15 de agosto

Previa: A mineradora Samarco estendeu o prazo para adesão ao Programa Indenizatório Definitivo, visando beneficiar mais pessoas afetadas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana. O programa já indenizou mais de 305 mil pessoas desde sua criação.

A Samarco anunciou a prorrogação do prazo de adesão ao Programa Indenizatório Definitivo (PID) por mais 45 dias, agora até 15 de agosto. Essa iniciativa visa garantir que mais indivíduos e empresas afetados pelo desastre de Mariana, ocorrido em 2015, possam se inscrever e receber compensações financeiras.

O PID oferece indenizações de R$ 35 mil para aqueles que atendem aos critérios estabelecidos. Até o momento, a mineradora já pagou R$ 11,2 bilhões em indenizações, beneficiando mais de 305 mil pessoas. Este programa é considerado um dos principais mecanismos de reparação previstos no Novo Acordo do Rio Doce.

Compromisso com as vítimas

De acordo com Laura Sarti Mozelli, especialista jurídica da Samarco, a prorrogação do prazo é uma forma de assegurar que todos os elegíveis possam exercer seu direito à indenização. A empresa tem se comprometido a processar os pedidos de forma eficiente, com um prazo médio de 20 dias para pagamento, desde que a documentação esteja completa.

Os critérios para elegibilidade no PID seguem as diretrizes do Novo Acordo do Rio Doce. Para se inscrever, é necessário ter mais de 16 anos na data do rompimento da barragem, ter solicitado cadastro na extinta Fundação Renova até 31 de dezembro de 2021, e atender a outras condições específicas.

Impactos do desastre

O rompimento da barragem de Fundão, que ocorreu em 5 de novembro de 2015, é considerado um dos maiores desastres ambientais do Brasil. Cerca de 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos foram liberados, afetando uma extensão de 663 quilômetros até o mar no Espírito Santo. A tragédia resultou na morte de 19 pessoas e na destruição dos distritos de Bento Rodrigues e Paracatu.

Além das perdas humanas, o desastre causou impactos ambientais significativos, afetando a vida de comunidades em diversos municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo. A barragem era de propriedade da Samarco, uma joint venture entre a Vale e a BHP Billiton, e sua falha levantou questões sobre a segurança das operações mineradoras no Brasil.

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