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Açúcar sobe nas bolsas internacionais por preocupações com oferta, mas recua no Brasil

O mercado internacional de açúcar enfrenta alta nas bolsas devido a preocupações com a oferta global, enquanto o preço do açúcar no Brasil apresenta queda, refletindo uma maior disponibilidade...

Açúcar sobe nas bolsas internacionais por preocupações com oferta, mas recua no Brasil

Previa: O mercado internacional de açúcar enfrenta alta nas bolsas devido a preocupações com a oferta global, enquanto o preço do açúcar no Brasil apresenta queda, refletindo uma maior disponibilidade do produto. A situação destaca um contraste significativo entre os mercados interno e externo.

Na última sexta-feira (26), o mercado internacional do açúcar registrou uma forte alta nas principais bolsas, impulsionada por preocupações com a oferta mundial da commodity. As cotações subiram em Nova York e Londres, influenciadas por riscos climáticos na Índia e pela produção abaixo do esperado no Brasil.

Alta nas bolsas internacionais

Na ICE Futures US, em Nova York, os contratos do açúcar bruto fecharam com ganhos expressivos. O contrato com vencimento em julho de 2026 subiu 0,43 ponto, encerrando a sessão a 13,98 cents de dólar por libra-peso. Outros vencimentos também apresentaram alta, consolidando uma semana de recuperação nas cotações internacionais.

Em Londres, o açúcar branco teve valorização ainda mais intensa. O vencimento de agosto de 2026 avançou US$ 19,30, encerrando a sessão a US$ 464,00 por tonelada. Essa valorização reflete a preocupação dos investidores com possíveis restrições na oferta global durante a próxima safra.

Queda no mercado brasileiro

Contrapondo o cenário internacional, o mercado brasileiro de açúcar apresentou uma nova queda. O indicador do açúcar cristal branco em São Paulo foi cotado a R$ 92,31 por saca de 50 quilos, representando uma queda de 0,45% em relação ao dia anterior. Este resultado acumula um recuo de 0,74% ao longo de junho, evidenciando um aumento na oferta e uma postura mais cautelosa dos compradores.

As usinas brasileiras estão priorizando a produção de etanol, o que tem reduzido a disponibilidade de açúcar para exportação. Essa estratégia, embora beneficie o mercado interno, contribui para a pressão sobre os preços no Brasil.

Fatores que influenciam os preços

O clima na Índia continua a ser um dos principais fatores que sustentam os preços internacionais do açúcar. O déficit de chuvas durante as monções gera preocupações sobre o desenvolvimento dos canaviais e o potencial produtivo da próxima safra na Índia, que é o segundo maior produtor mundial de açúcar.

Além disso, dados recentes da Unica indicam que a produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil está abaixo dos volumes do ano anterior. Essa combinação de fatores tem fortalecido os preços nas bolsas internacionais, mesmo em um cenário global que ainda apresenta uma oferta relativamente confortável da commodity.

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