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Mercado de trigo no Rio Grande do Sul apresenta acomodação de preços e baixa liquidez

O mercado de trigo no Rio Grande do Sul enfrenta uma acomodação nos preços, refletindo a baixa liquidez e a escassez de oferta.

Mercado de trigo no Rio Grande do Sul apresenta acomodação de preços e baixa liquidez

Previa: O mercado de trigo no Rio Grande do Sul enfrenta uma acomodação nos preços, refletindo a baixa liquidez e a escassez de oferta. A situação pode indicar uma leve pressão baixista nas cotações, apesar da resistência dos vendedores.

O cenário atual do mercado brasileiro de trigo é marcado por uma baixa liquidez, com preços ainda sustentados pela limitada disponibilidade da safra antiga. No entanto, no Rio Grande do Sul, já se observam sinais de acomodação nas negociações, o que pode indicar uma transição para uma leve pressão baixista nas cotações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, a principal característica do mercado continua sendo a escassez de trigo. Este fator é crucial para manter os preços elevados, mesmo em um contexto internacional relativamente tranquilo.

Escassez e resistência nos preços

A liquidez no mercado permanece baixa, com operações pontuais focadas principalmente na reposição de moinhos e vendas isoladas de produtores que buscam liberar espaço para a entrada da segunda safra de milho. No Rio Grande do Sul, a resistência dos compradores se torna evidente, especialmente devido à dificuldade de repassar custos ao setor de farinha.

Os vendedores tentam manter os preços próximos de R$ 1.350 por tonelada FOB, enquanto os compradores se mostram mais cautelosos, oferecendo entre R$ 1.280 e R$ 1.320 por tonelada FOB. Apesar dessa resistência, a oferta ainda é insuficiente para provocar uma queda significativa nos preços.

“Não há pressão de oferta suficiente para provocar uma queda efetiva dos preços, mas o sentimento do mercado evoluiu de estabilidade para um viés levemente baixista”, destacou Elcio Bento.

Mercado no Paraná e perspectivas futuras

No Paraná, o mercado de trigo se manteve praticamente estável, com poucas alterações nas negociações. Nos Campos Gerais, os moinhos indicaram compras para julho em torno de R$ 1.430 por tonelada CIF, enquanto para agosto os valores chegaram a aproximadamente R$ 1.450 por tonelada CIF.

As ofertas de venda dos produtores seguem próximas de R$ 1.400 por tonelada FOB. A baixa disponibilidade de trigo remanescente continua a ser o principal fator que sustenta os preços no estado, mesmo com a liquidez reduzida e negócios pontuais.

A perspectiva para o mercado de trigo no Sul do Brasil é de um equilíbrio entre oferta restrita e demanda contida. A tendência imediata é de manutenção de um mercado lento, com possíveis ajustes graduais de preços no Rio Grande do Sul e estabilidade relativa no Paraná.

O comportamento da demanda da indústria e a evolução da safra serão determinantes para os próximos movimentos do mercado nas semanas seguintes. A atenção dos produtores e compradores deve estar voltada para esses fatores, que podem influenciar diretamente as cotações e a dinâmica do setor.

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