Previa: A pesquisa agropecuária em Mato Grosso do Sul tem se mostrado essencial para aumentar a produtividade e a competitividade do agronegócio local. A Fundação Chapadão, com quase 29 anos de atuação, destaca-se por suas inovações e parcerias estratégicas.
Os investimentos em pesquisa agropecuária são fundamentais para o crescimento do agronegócio em Mato Grosso do Sul. A Fundação Chapadão, que atua no nordeste do estado, tem ampliado sua área de abrangência e fortalecido parcerias com instituições públicas e privadas. O foco está no desenvolvimento de tecnologias voltadas para as principais culturas agrícolas da região.
Com quase três décadas de experiência, a Fundação atende municípios como Chapadão do Sul, Costa Rica e Paranaíba, e está expandindo seus projetos para outras áreas do norte sul-mato-grossense. O presidente da instituição, Ilton Henrichsen, destaca que a soja e o milho são as culturas prioritárias, beneficiadas pelas condições climáticas favoráveis da região.
Novas Culturas e Expansão da Pesquisa
A cana-de-açúcar também começa a ganhar destaque nas pesquisas, especialmente em áreas antes consideradas marginais. A presença de usinas na região aumenta a demanda por conhecimento técnico, conforme ressalta Henrichsen. Além disso, outras cadeias produtivas, como citros, estão sendo exploradas como potenciais áreas de pesquisa.
A Fundação Chapadão foi criada no final da década de 1990 para enfrentar a crise provocada pela infestação de nematoides na soja. Desde então, a instituição tem se dedicado a resolver problemas reais do campo, em parceria com produtores e instituições como a Embrapa.
Atualmente, a Fundação desenvolve pesquisas em mais de 500 mil hectares, focando em validação de cultivares, manejo de pragas, fertilidade do solo e controle de nematoides. O diretor-executivo, André Bartolomeu Piesanti, enfatiza a importância da validação regional de cultivares para orientar as decisões dos produtores.
Apoio Financeiro e Sustentabilidade
Os investimentos públicos são cruciais para a continuidade das atividades de pesquisa. Em 2023 e 2024, a Fundação recebeu cerca de R$ 2,5 milhões por safra, com previsão de aumento para R$ 3,7 milhões na safra 2024/2025. Esses recursos são utilizados para insumos e execução de experimentos.
A sustentabilidade ambiental é outro eixo central das pesquisas. Com a crescente demanda por rastreabilidade, a Fundação busca garantir que os produtos atendam às exigências dos mercados internacionais. A evolução tecnológica tem permitido maior transparência na origem da produção, como demonstrado pela rastreabilidade do algodão.
A inteligência artificial também está se tornando uma ferramenta importante no agronegócio. Embora a Fundação ainda não tenha uma estrutura dedicada exclusivamente a essa tecnologia, busca parcerias para integrar ferramentas que ajudem na análise de dados e na tomada de decisões.
O impacto das pesquisas da Fundação Chapadão é significativo, abrangendo mais de 600 mil hectares e beneficiando diretamente municípios como Chapadão do Sul e Costa Rica. Com um forte suporte laboratorial, a instituição realiza diagnósticos e análises que permitem recomendações precisas aos produtores.
O conjunto de ações da Fundação evidencia a importância da pesquisa científica para o agronegócio em Mato Grosso do Sul. A integração entre instituições, governo e setor produtivo tem promovido ganhos em produtividade, sustentabilidade e inovação, preparando o campo para os desafios futuros.











