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Supergirl (2026) traz heroína promissora em aventura espacial sem originalidade

O novo filme da DC, "Supergirl", traz uma heroína com um passado complexo, mas falha em explorar seu potencial em uma trama repetitiva e sem energia.

Supergirl (2026) traz heroína promissora em aventura espacial sem originalidade

Prévia: O novo filme da DC, “Supergirl”, traz uma heroína com um passado complexo, mas falha em explorar seu potencial em uma trama repetitiva e sem energia. A atuação de Milly Alcock se destaca, mas o longa não consegue entregar uma narrativa envolvente.

A escolha de “Supergirl” como o segundo projeto do novo universo compartilhado da DC nos cinemas levanta expectativas, especialmente por apresentar uma protagonista com um passado tão rico quanto o de Superman. Kara Zor-El, interpretada por Milly Alcock, traz consigo as memórias de Krypton e a dor da perda, o que poderia render uma narrativa profunda. No entanto, o filme dirigido por Craig Gillespie opta por uma aventura espacial que se revela genérica e repetitiva.

A trama gira em torno de Kara e Ruthye (Eve Ridley), uma jovem em busca de vingança pela morte de seus pais. Inicialmente hesitante, Kara se envolve na jornada quando seu cão, Krypto, é ameaçado. A narrativa se desenrola em um ciclo de obstáculos e confrontos, mas falha em oferecer originalidade, com cenários que parecem variações de uma mesma paisagem desértica.

Direção e Estilo

A direção de Gillespie, conhecida por obras como “Eu, Tonya” e “Cruella”, decepciona ao não conseguir transmitir a complexidade emocional da protagonista. Apesar de haver uma história sobre trauma e perda, a execução é insossa, sem escolhas estéticas que permitam ao espectador sentir o peso dos conflitos de Kara. As sequências de ação, embora algumas funcionem isoladamente, não conseguem criar uma sensação de perigo real.

Milly Alcock se esforça para dar vida a uma Kara impulsiva e emocionalmente abalada, contrastando com a imagem de equilíbrio de Superman. Sua interpretação traz uma humanidade à personagem, evitando que ela se torne apenas uma versão rebelde de seu primo. No entanto, a falta de desenvolvimento na relação com Ruthye e a superficialidade do vilão Krem, interpretado por Matthias Schoenaerts, limitam o impacto emocional da história.

Os momentos mais eficazes do filme surgem quando a narrativa desacelera para explorar as cicatrizes emocionais de Kara, especialmente através de flashbacks de Krypton e Argo City. No entanto, a falta de profundidade nas motivações dos personagens secundários, como Ruthye e Krem, prejudica o desenvolvimento da trama.

Por outro lado, Jason Momoa se destaca como Lobo, trazendo uma energia caótica que contrasta com o tom do filme. Sua participação, embora divertida, parece desconectada da narrativa principal, o que levanta questões sobre a coesão do enredo.

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