Prévia: Na manhã de 2 de junho de 2026, o GAECO deflagrou a operação “Rei do Pix” em Catanduva (SP), visando desmantelar um esquema de desvio de recursos públicos na Câmara Municipal, que pode ter causado prejuízos de até R$ 10 milhões.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), em parceria com a Polícia Militar, realizou uma operação significativa na Câmara Municipal de Catanduva, no interior de São Paulo. A ação, batizada de “Rei do Pix”, teve como alvo um esquema complexo de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e fraudes em contratações, que teria ocorrido entre 2023 e 2024.
As investigações revelaram que cerca de R$ 10 milhões foram desviados dos cofres públicos, com os envolvidos utilizando empresas de fachada para simular a prestação de serviços ao Legislativo. Essas empresas, registradas em nome de parentes e associados, emitiam notas fiscais fraudulentas e repassavam a maior parte dos valores recebidos aos beneficiários do esquema.
Além disso, os investigadores identificaram fraudes em licitações e contratações superfaturadas, onde os pagamentos aos integrantes da organização criminosa poderiam atingir até 30% do valor total dos contratos. A operação resultou no cumprimento de 10 mandados de prisão e mais de 50 mandados de busca e apreensão em diversas cidades, incluindo Catanduva e São Paulo.
A operação mobilizou um grande contingente, com 20 promotores de Justiça, 30 servidores do Ministério Público, 11 agentes da Receita Federal e mais de 200 policiais militares. A Câmara Municipal de Catanduva também foi alvo das diligências, que visavam coletar provas e documentos relacionados ao esquema.
Para assegurar o ressarcimento aos cofres públicos, a 1ª Vara Criminal de Catanduva determinou a indisponibilidade de bens dos investigados, que podem totalizar até R$ 20 milhões. Durante a operação, foram apreendidos dinheiro em espécie e veículos, reforçando a gravidade das acusações.
Por que a operação recebeu o nome Rei do Pix
O nome da operação se refere ao apelido de um dos investigados, que era conhecido por sua intensa movimentação financeira, utilizando recursos públicos desviados. As investigações continuam sob a coordenação do Ministério Público do Estado de São Paulo, com o objetivo de desmantelar completamente a organização criminosa.











