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Saúde cria comitê para reduzir mortalidade materna e infantil entre indígenas

O Ministério da Saúde instituiu um novo comitê com o objetivo de reduzir a mortalidade materna e infantil entre as populações indígenas. A iniciativa busca respeitar as particularidades culturais...

Saúde cria comitê para reduzir mortalidade materna e infantil entre indígenas

Prévia: O Ministério da Saúde instituiu um novo comitê com o objetivo de reduzir a mortalidade materna e infantil entre as populações indígenas. A iniciativa busca respeitar as particularidades culturais e de saúde dessas comunidades.

A Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) anunciou, nesta quarta-feira (24), a criação do Comitê de Redução da Mortalidade Materna, Fetal e Infantil Indígena. O grupo será integrado ao Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS) e terá a missão de desenvolver diretrizes e estratégias específicas para enfrentar esse grave problema de saúde pública.

O comitê terá como foco a diminuição das taxas de mortalidade, respeitando as particularidades de cada Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI). Para isso, o grupo irá monitorar indicadores de saúde, analisar fatores de risco e avaliar as ações que estão sendo implementadas nas comunidades atendidas.

Atribuições

Entre as atribuições do comitê, destaca-se a elaboração de metodologias estratégicas e a criação de um Plano de Redução da Mortalidade Materna, Fetal e Infantil Indígena. Além disso, o grupo será responsável por acompanhar a implementação dessas medidas nos DSEIs.

A articulação entre diferentes órgãos públicos, organizações da sociedade civil e comunidades indígenas também faz parte das competências do colegiado. A inclusão de especialistas, especialmente representantes das medicinas tradicionais indígenas, é fundamental para garantir uma abordagem respeitosa e eficaz.

O comitê terá ainda a capacidade de recomendar medidas para prevenir riscos epidemiológicos, especialmente em áreas onde vivem povos indígenas isolados ou em recente contato. Nesses casos, as ações devem seguir princípios como a precaução e o respeito à autodeterminação dos povos.

Essa iniciativa é um passo importante para a promoção dos direitos humanos e da cidadania das populações indígenas no Brasil. A proteção à vida e à cultura desses grupos deve ser uma prioridade nas políticas públicas de saúde, garantindo que suas especificidades sejam respeitadas e atendidas.

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