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Cepea aponta alta de 10,4% no preço do leite ao produtor em junho de 2026

O Boletim do Leite de junho, publicado pelo Cepea, revela uma valorização contínua do leite ao produtor e mudanças significativas no mercado lácteo brasileiro.

Cepea aponta alta de 10,4% no preço do leite ao produtor em junho de 2026

Previa: O Boletim do Leite de junho, publicado pelo Cepea, revela uma valorização contínua do leite ao produtor e mudanças significativas no mercado lácteo brasileiro. O relatório destaca tanto o aumento nas exportações quanto as oscilações nos preços dos derivados lácteos.

O mais recente Boletim do Leite, divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), apresenta um panorama atualizado do setor lácteo no Brasil. Em junho de 2026, o preço do leite pago ao produtor alcançou sua quarta alta consecutiva, com um aumento de 10,4% em relação ao mês anterior, elevando a média para R$ 2,6584 por litro.

Apesar do crescimento, o valor ainda se encontra 7,1% abaixo do registrado em abril de 2025, quando ajustado pela inflação. Essa valorização é atribuída à redução na produção, que é sazonal, e à crescente competição entre laticínios pela aquisição de leite cru no campo.

Comportamento dos Derivados Lácteos

No atacado paulista, o mercado de derivados lácteos apresentou um comportamento misto em maio. Os preços da muçarela e do leite em pó permaneceram praticamente estáveis, com leves variações de 0,12% e 0,13%, respectivamente. As médias mensais foram de R$ 35,10/kg para a muçarela e R$ 30,89/kg para o leite em pó.

Por outro lado, o leite UHT enfrentou uma queda nos preços, refletindo uma pressão maior no consumo e ajustes na oferta ao longo da cadeia produtiva. Essa situação evidencia a complexidade do mercado e a necessidade de adaptação dos produtores às novas condições de demanda.

Comércio Exterior e Custos de Produção

Na comparação anual, as importações subiram 27,93%, enquanto as exportações caíram 21,42%, indicando uma volatilidade crescente no fluxo comercial do setor. Além disso, o Custo Operacional Efetivo (COE) apresentou sua primeira queda em 2026, com um recuo de 1,39% em relação ao mês anterior, embora ainda acumule alta de 1,80% no ano.

Essa redução nos custos foi impulsionada pela diminuição nos preços de insumos relacionados à nutrição animal e operações mecanizadas, aliviando a pressão sobre os produtores. O cenário atual do setor lácteo reflete um processo de ajustes, com recuperação nos preços ao produtor, variações nos derivados e sinais de alívio nos custos de produção.

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