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Preço do suíno vivo sobe após um mês e indica recuperação da demanda na indústria

O mercado de suínos no Brasil apresenta sinais de recuperação, com aumento nos preços do suíno vivo após um período de estagnação.

Preço do suíno vivo sobe após um mês e indica recuperação da demanda na indústria

Previa: O mercado de suínos no Brasil apresenta sinais de recuperação, com aumento nos preços do suíno vivo após um período de estagnação. A demanda da indústria frigorífica é um dos principais fatores que impulsionam essa valorização.

Recentemente, o mercado de suínos registrou um aumento nas cotações do suíno vivo em várias regiões produtoras, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Essa alta marca a primeira valorização desde o Dia das Mães, em 10 de maio, e reflete uma melhora na demanda por parte da indústria frigorífica.

A procura por suínos para abate aumentou, especialmente nos estados da Região Sul, que é o principal polo da suinocultura no Brasil. O crescimento da movimentação no mercado levou os frigoríficos a buscarem lotes adicionais de animais, resultando em ajustes positivos nos preços pagos aos produtores.

Indústria amplia compras e sustenta recuperação dos preços

A valorização dos preços foi impulsionada pela maior atuação das indústrias no mercado. Com a necessidade de reforçar as escalas de abate, os frigoríficos ampliaram as compras de animais terminados, aumentando a competitividade entre os compradores e fortalecendo o poder de negociação dos produtores.

Após semanas de pressão sobre os preços do suíno vivo, o cenário atual representa uma mudança significativa para o setor, que enfrentava dificuldades para sustentar reajustes em meio a uma oferta equilibrada e a um consumo doméstico moderado.

Carne suína ainda não acompanha alta do animal vivo

Apesar da recuperação no mercado de animais vivos, os preços da carne suína ainda permanecem estáveis. Segundo o Cepea, essa discrepância indica que a melhora na demanda industrial ainda não se refletiu completamente no mercado atacadista.

A diferença entre os preços do suíno vivo e da carne pode impactar temporariamente as margens da indústria, que busca repassar os custos ao longo da cadeia sem comprometer a competitividade do produto no mercado consumidor.

Perspectivas para o setor

O desempenho das vendas no mercado interno e o ritmo das exportações serão fatores cruciais para a sustentação dos preços nas próximas semanas. O setor também está atento aos custos de produção, especialmente aqueles relacionados à alimentação animal, como milho e farelo de soja.

Se a demanda continuar aquecida e a indústria mantiver a necessidade de recompor estoques e escalas de abate, o mercado de suínos poderá consolidar uma trajetória de recuperação dos preços ao longo do segundo semestre.

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