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Exportações de frango crescem 30% em 2026 e fortalecem avicultura brasileira

As exportações de carne de frango do Brasil apresentam um crescimento expressivo em 2026, impulsionadas pela competitividade no mercado interno e pelo controle dos custos de produção.

Exportações de frango crescem 30% em 2026 e fortalecem avicultura brasileira

Previa: As exportações de carne de frango do Brasil apresentam um crescimento expressivo em 2026, impulsionadas pela competitividade no mercado interno e pelo controle dos custos de produção. No entanto, o setor enfrenta desafios relacionados a fatores climáticos e exigências sanitárias internacionais.

A avicultura brasileira vive um momento de destaque em 2026, com um desempenho robusto nas exportações e uma competitividade crescente no mercado interno. Segundo o relatório Agro Mensal da Consultoria Agro do Itaú BBA, a combinação de fatores favoráveis, como controle de custos e demanda aquecida, tem sustentado o setor, apesar de desafios persistentes.

Exportações em alta

O mercado externo continua sendo o principal motor do crescimento. Em maio, as exportações de carne de frango, incluindo produtos in natura e industrializados, atingiram 497 mil toneladas, um aumento de 30,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, os embarques cresceram 9% em comparação com os primeiros cinco meses de 2025.

Mesmo com incertezas geopolíticas no Oriente Médio, que representa quase 30% das exportações brasileiras, os embarques se recuperaram. Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos foram os principais responsáveis por esse crescimento, enquanto os preços médios de exportação também mostraram leve alta.

Esse cenário resultou em um spread das exportações de 44%, superando a média histórica de 38%, o que evidencia a rentabilidade das vendas externas para a indústria avícola brasileira.

Competitividade no mercado interno

No mercado doméstico, a carne de frango continua a ganhar espaço, especialmente em comparação com a carne bovina. Em maio, o preço da ave abatida em São Paulo subiu 2,4% em relação ao mês anterior, enquanto os custos de produção recuaram 0,7%, melhorando as margens do setor.

A diferença de preços entre as proteínas também favorece o consumo de frango, que é cerca de 13% mais barato que a carne bovina, que por sua vez teve uma valorização de aproximadamente 15% no mesmo período. Essa relação é crucial em um cenário de renda pressionada para muitos consumidores brasileiros.

Aumento da produção e controle de custos

Apesar do ambiente positivo, o crescimento da oferta de carne de frango tem limitado a valorização dos preços. Dados preliminares do IBGE indicam um aumento de 3,7% no número de aves abatidas no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao ano anterior, além de um crescimento de 3,2% no peso médio das carcaças.

Essa maior disponibilidade de produto no mercado interno é um dos fatores que explicam a estabilidade nos preços, mesmo com o desempenho forte das exportações.

Os custos de alimentação animal também se mantêm sob controle, com a colheita da segunda safra de milho reduzindo riscos de pressões sobre os preços das rações. Isso contribui para uma perspectiva positiva para a produção de aves no curto prazo.

Desafios futuros

Embora o cenário atual seja favorável, desafios estruturais começam a se destacar. A confirmação do fenômeno El Niño para os próximos meses levanta preocupações sobre a produção de milho na safra 2026/27, o que pode impactar os custos de alimentação animal em 2027.

Além disso, a União Europeia está restringindo a entrada de carnes brasileiras devido a questões sanitárias, o que pode afetar um mercado estratégico, apesar de representar apenas 4,5% do volume exportado pelo Brasil.

O relatório do Itaú BBA conclui que, apesar dos desafios, a avicultura brasileira se mantém em uma posição competitiva no cenário global. A combinação de custos controlados, demanda internacional e vantagem de preço em relação a outras proteínas deve sustentar o setor nos próximos meses, exigindo, no entanto, um planejamento estratégico e investimentos em rastreabilidade para garantir a competitividade a longo prazo.

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