Previa: A colheita do algodão em Mato Grosso e Bahia inicia com desafios climáticos que exigem atenção redobrada dos produtores. A necessidade de um manejo integrado se torna crucial para garantir a qualidade e produtividade na próxima safra.
A colheita do algodão começou em junho nos estados de Mato Grosso e Bahia, que juntos respondem por cerca de 90% da produção nacional. Este momento é crucial para a safra 2025/26, enquanto os agricultores já se preparam para os desafios do próximo ciclo produtivo.
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de algodão em pluma deve atingir 3,97 milhões de toneladas nesta safra. Mato Grosso lidera com uma projeção de 2,75 milhões de toneladas, seguido pela Bahia, com cerca de 830 mil toneladas.
Condições climáticas impactam manejo no Mato Grosso
No Mato Grosso, as condições climáticas têm sido favoráveis para a maioria das lavouras. No entanto, a segunda safra na região Sudeste enfrenta dificuldades devido ao excesso de umidade, que tem dificultado a entrada das máquinas em campo.
As chuvas constantes comprometem práticas de manejo fitossanitário, aumentando o risco de perdas e exigindo replantio em áreas específicas. Esse cenário alerta para pragas como o bicudo-do-algodoeiro, que requer monitoramento constante e ações integradas de controle.
Bahia apresenta boas condições, mas mantém vigilância fitossanitária
Na Bahia, as condições climáticas são mais favoráveis, com chuvas bem distribuídas ao longo do ciclo, garantindo boa umidade no solo. Até o momento, não há registros significativos de prejuízos por pragas ou doenças, mas os produtores permanecem atentos à mosca-branca e ao bicudo-do-algodoeiro.
A vigilância é essencial para garantir a saúde das lavouras e a qualidade da fibra, especialmente em um momento tão crítico da colheita.
Manejo integrado ganha importância na reta final da safra
Com a colheita em andamento, especialistas destacam a importância do manejo integrado como estratégia fundamental para assegurar a produtividade e a qualidade da fibra. O planejamento técnico durante todas as etapas da cultura é decisivo para o sucesso da cotonicultura.
Fernando Prudente, diretor executivo de Algodão da Bayer, enfatiza que o manejo integrado, aliado à escolha de tecnologias e variedades adequadas, é crucial para enfrentar desafios como pragas e doenças.
Soluções auxiliam colheita e qualidade da pluma
Durante a colheita, tecnologias como o Dropp Ultra e o Finish são utilizadas para garantir a qualidade da fibra. O Dropp Ultra atua como desfolhante, enquanto o Finish ajuda na abertura uniforme dos capulhos, aumentando a eficiência operacional.
Essas soluções são essenciais para garantir que a pluma colhida atenda aos padrões comerciais exigidos pelo mercado.
Pós-colheita exige atenção ao controle de pragas
Após a colheita, o manejo fitossanitário se torna ainda mais crítico. Práticas como a destruição de soqueiras e o cumprimento do vazio sanitário são fundamentais para reduzir a sobrevivência do bicudo-do-algodoeiro e minimizar a pressão da praga na próxima safra.
Esse período é também decisivo para o planejamento do novo ciclo produtivo, focando na sanidade das lavouras e na redução de riscos.
Biotecnologia e herbicidas ampliam ferramentas de controle
A Bayer oferece um portfólio de soluções para o controle de pragas e doenças, com destaque para o bicudo-do-algodoeiro. Novas tecnologias, como o herbicida Mateno e o XtendiMax 2, serão lançadas para o ciclo 2026/27, visando melhorar o controle de plantas daninhas.
A biotecnologia Bollgard 3 XtendFlex também faz parte do sistema de manejo, proporcionando proteção contra lagartas e flexibilidade no controle de plantas daninhas.
Algodão reforça importância da sustentabilidade no campo
A cotonicultura brasileira se destaca em práticas sustentáveis, com mais de 90% da produção realizada em sistema de sequeiro. Isso contribui para o uso eficiente dos recursos hídricos e para a sustentabilidade da cadeia produtiva.
Ferramentas como a plataforma PRO Carbono ajudam os produtores a monitorar emissões de carbono e a adotar práticas de manejo mais sustentáveis.
Planejamento é decisivo para o próximo ciclo
Com a colheita em andamento e desafios climáticos ainda presentes, o setor enfatiza a importância do planejamento antecipado para a próxima safra. A combinação de tecnologia, manejo integrado e decisões técnicas bem estruturadas é fundamental para garantir a competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional.











