Previa: O Museu da Abolição, em Recife, reabre suas portas com duas exposições que refletem sobre a herança cultural afro-brasileira e a importância da memória histórica. Após anos sem exposições, o espaço promete ser um ponto de encontro para a reflexão e valorização da cultura afrodescendente.
Localizado no bairro Madalena, o Museu da Abolição reabre integralmente ao público após um longo período sem exposições. As mostras “Que herança você vai poder?” e “Restituir o Possível” marcam esse retorno, trazendo à tona questões relevantes sobre a memória e a cultura afro-brasileira.
A exposição “Que herança você vai poder?”, com curadoria de Alex de Jesus, reúne obras de 29 artistas que exploram o legado deixado pela abolição da escravidão no Brasil. Dividida em três eixos — presente, passado e futuro —, a mostra convida o público a refletir sobre o que restou para o povo preto brasileiro após a assinatura da Lei Áurea em 1888.
Acervo e Diversidade Cultural
Por outro lado, “Restituir é Possível” apresenta mais de 100 peças do acervo do museu, representando mais de 20 etnias de 12 países africanos. Essa seleção destaca a riqueza e a diversidade cultural que compõem a história afrodescendente, reforçando a importância da restituição e valorização desse patrimônio.
A reabertura do museu ocorre após uma reforma estrutural que foi concluída em 2022. Desde então, o espaço havia retomado suas atividades culturais, mas sem exposições permanentes. A diretora substituta, Fabiana de Lima Sales, enfatizou que as exposições são fundamentais para cumprir a missão do museu de preservar e divulgar a memória afro-brasileira.
Fabiana também destacou que esta é a primeira vez que o Museu da Abolição apresenta uma exposição de longa duração, que serve como um importante cartão de visita. A proposta é que as mostras dialoguem com questões contemporâneas sobre história e cultura afro-brasileira, especialmente em relação ao processo de abolição da escravidão.
Inaugurado em 1983, o Museu da Abolição foi criado pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek em homenagem a importantes figuras do movimento abolicionista. Desde então, o espaço passou por diversas transformações, mas sempre mantendo seu compromisso com a valorização da cultura afrodescendente e a reflexão sobre a história do Brasil.










