Previa: Um novo relatório do Unicef revela que 1,1 bilhão de crianças no mundo enfrenta riscos climáticos que ameaçam sua saúde e educação. No Brasil, 16 milhões de crianças estão expostas a múltiplas ameaças, destacando a urgência de ações para mitigar esses impactos.
Um estudo recente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) aponta que quase metade das crianças e adolescentes do planeta, cerca de 1,1 bilhão, está exposta a pelo menos três riscos climáticos. Essas ameaças comprometem não apenas a saúde, mas também a educação e a sobrevivência dos jovens. O relatório, intitulado Relatório de Risco Climático das Crianças 2026, foi divulgado nesta segunda-feira (15).
De acordo com o levantamento, a totalidade das crianças no mundo enfrenta ao menos um risco climático, enquanto mais de 4 milhões podem sofrer até seis ameaças diferentes. No Brasil, a situação é alarmante: 16 milhões de crianças estão expostas a três ou mais riscos, como ondas de calor e secas, representando 30% da população infantil do país.
Impactos das Ameaças Climáticas
O estudo mapeia a exposição das crianças a oito ameaças climáticas frequentes, incluindo enchentes, secas e queimadas. Essa análise é crucial, pois revela não apenas a intensidade das ameaças, mas também como elas afetam os serviços públicos essenciais que as crianças dependem.
A diretora executiva do Unicef, Catherine Russell, destaca que a vida das crianças está sendo severamente impactada por fenômenos como ondas de calor e incêndios florestais. A combinação de seca, calor extremo e ondas de calor é a mais comum, afetando 296 milhões de crianças globalmente.
Além disso, o relatório revela que regiões como o Sahel, na África, e países da Ásia, como Bangladesh e Paquistão, enfrentam uma exposição intensa a múltiplas ameaças climáticas. Em países de alta renda, como a Itália, mais de 6 milhões de crianças também estão vulneráveis a ondas de calor e secas.
O relatório ainda aborda a poluição do ar e a malária como riscos adicionais, afetando quase todas as crianças do mundo. No Brasil, 95% das crianças estão expostas à poluição do ar, e 5,6 milhões enfrentam o risco da malária, aumentando a vulnerabilidade em um cenário já crítico.
Para enfrentar essa crise climática e proteger os direitos das crianças, o Unicef recomenda ações urgentes, como a redução das emissões de gases de efeito estufa e a criação de políticas que garantam a segurança alimentar e a resiliência dos serviços públicos. Essas medidas são essenciais para mitigar os impactos das mudanças climáticas e garantir um futuro mais seguro para as próximas gerações.
O relatório serve como um alerta para governos e tomadores de decisão, enfatizando a necessidade de um planejamento eficaz e investimentos em serviços que sejam resilientes às mudanças climáticas. A proteção das crianças deve ser uma prioridade nas estratégias de adaptação e mitigação climática.











